Categoria votou pela continuidade da greve. Amanhã (3), os trabalhadores em Educação farão um ato em frente à Secretaria de Administração (SAD), no Pina, a partir das 8h e na próxima segunda-feira (8), uma nova assembleia está agendada, às 15h, com local a ser definido.
Em assembleia realizada nesta terça-feira (2), no Clube Internacional do Recife, os professores em greve da rede estadual de ensino decidiram manter a paralisação. Os docentes também deliberaram que vão se reunir em frente à Secretaria de Administração, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, na quarta (3), a partir das 8h. Uma nova assembleia ficou marcada para a próxima segunda-feira (8), às 15h.
O Sindicato dos Profissionais de Educação de Pernambuco (Sintepe) informou que um mapeamento feito aponta que 50% dos professores e servidores administrativos aderiram à paralisação, que teve início no último dia 29 de maio. Entretanto, de acordo com a Secretaria de Educação, apenas 13,7% das escolas estaduais aderiram à greve.
A última proposta do governo de Pernambuco para os docentes foi um aumento salarial progressivo, durante o ano. O primeiro, de pouco mais de 2%, será dado a partir do mês de junho. Os outros reajustes estão previstos para outubro e dezembro, totalizando 7,01% de aumento para docentes e 6,12% para analistas e o quadro administrativo. O Sintepe reivindica um incremento de 13,01%, conforme estabeleceu a Lei do Piso Salarial do Magistério em 2015, nos salários de todos os quase 50 mil profissionais do Estado.
O governo também anunciou, por meio de nota, que os dias parados serão descontados do salário dos professores grevistas. Esses docentes também terão a remuneração postergada para o próximo dia 5 e não serão beneficiados com a progressão prevista para junho. Os lotados com contratos temporários ainda correm o risco de ter o contrato rescindido.
O presidente do Sintepe, Fernando Melo deixou claro que a greve será encerrada pelos trabalhadores e não pelo governo. Por sua vez, o sindicalista mostrou-se aberto ao diálogo, o que já vem sendo reafirmado há algum tempo. “A categoria se manifestou através das avaliações sobre a greve e mostrou-se aguerrida pela continuidade do movimento. Com citações recorrentes de um governo neofascista, que descumpre a lei, desrespeita a categoria”, sublinhou.







