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Produtos da Perdigão e da Batavo sairão das prateleiras por até cinco anos

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O acordo firmado nesta quarta-feira (13) entre a Brasil Foods (BrFoods) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aprovar a fusão dos frigoríficos Perdigão e Sadia terá reflexos para o consumidor acostumado às marcas Perdigão e Batavo. O Cade determinou a retirada do mercado de produtos das duas marcas por até cinco anos.

Por três anos, a BrFoods (holding resultante da fusão) não poderá vender presunto, apresuntado e afiambrado; cortes suínos de festa (lombo, pernil, tender); linguiça e paio. O prazo de suspensão aumenta para quatro anos no caso de salames e para cinco anos para a venda de lasanhas, pizzas congeladas, quibes, almôndegas e frios saudáveis. “O volume sujeito às restrições do TCD [termo de compromisso de desempenho, firmado hoje] representaria em 2010 cerca de um terço das vendas sob a marca Perdigão”, afirmou a empresa em comunicado oficial.


Sadia-Perdigão vira o maior caso da história do Cade

Nesta quarta-feira (13), na sessão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que aprovou a fusão entre Sadia e Perdigão por quatro votos a favor e um contra, na sede da autarquia, em Brasília, o conselheiro Olavo Zago Chinaglia afirmou ser este “agora o maior caso da história do órgão”.
Na leitura de seu voto, que foi favorável, Chinaglia disse que os casos Kolynos, Ambev (união de Antarctica e Brahma) e Garoto (adquirida pela Nestlé) “foram fantasmas durante o processo” da BRF Brasil Foods, empresa nascida da união entre os dois frigoríficos.

Na opinião de Chinaglia, o Cade tomou o cuidado “de não repetir erros anteriores, se é que foram erros”. Segundo o conselheiro, o acordo abre espaço para marcas menores crescerem, embora a barreira de entrada seja elevada, “mas não intransponível”.