por Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília
Produtores nacionais de cachaça querem ampliar a participação da bebida no exterior e, para isso, trabalham para que o produto obtenha reconhecimento internacional como sendo tipicamente brasileiro. A idéia é tornar a cachaça o “champanhe brasileiro”.
“Como o champanhe é uma bebida francesa e a tequila uma bebida mexicana, também queremos reforçar a cachaça como patrimônio brasileiro”, diz Carlos Lima, diretor-executivo do Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça). “Como o principal drinque feito com a cachaça é a caipirinha, ela também seria reconhecida como bebida típica brasileira, o que promoverá uma ampliação do mercado e valorização dos produtos”, acrescenta. Os Estados Unidos são o mercado no qual as negociações para o reconhecimento das bebidas nacionais estão mais avançadas.
“Como o champanhe é uma bebida francesa e a tequila uma bebida mexicana, também queremos reforçar a cachaça como patrimônio brasileiro”, diz Carlos Lima, diretor-executivo do Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça). “Como o principal drinque feito com a cachaça é a caipirinha, ela também seria reconhecida como bebida típica brasileira, o que promoverá uma ampliação do mercado e valorização dos produtos”, acrescenta. Os Estados Unidos são o mercado no qual as negociações para o reconhecimento das bebidas nacionais estão mais avançadas.
O Brasil passou a ter, em agosto deste ano, um escritório de advocacia atuando diretamente com os responsáveis locais, para tentar agilizar o processo.
As negociações tiveram início ainda em 2000, mas, segundo Lima, a burocracia é grande porque é preciso uma alteração na legislação norte-americana. “Hoje, a cachaça entra no mercado dos Estados Unidos como ‘Brazilian Run’. Para passar a entrar com o nome cachaça é preciso mudar as leis. Mas acredito que até junho do ano que vem isso já tenha mudado”, diz o diretor do Ibrac.
Europa
Outro mercado que interessa aos produtores é a Europa. No bloco europeu, o trabalho é pelo reconhecimento da indicação geográfica da bebida, que garante exclusividade de sua fabricação no Brasil. “Queremos que a origem brasileira da cachaça seja reconhecida, para que outros países não se apropriem indevidamente do nome. Cachaça é mais do que uma marca, é um bem, um patrimônio nacional”, ressalta Lima. Segundo o diretor do instituto, a previsão é que até a metade do ano que vem o Brasil deve entrar com um processo, que é unificado por conta do bloco europeu.
Grupo de Discussão
E você, como acha que tem de ser feita a caipirinha? Tem uma receita só sua?
· Opine
A escolha dos mercados principais é simples, uma vez que os Estados Unidos são o segundo principal destino da cachaça exportada do Brasil, atrás apenas da Alemanha. Mas, para atender ao aumento de demanda previsto com a nova regulamentação no exterior, será necessário capacitar e estimular os empresários brasileiros. Atualmente, poucos se arriscam em outros mercados. “Temos que promover a inserção dos micro e pequenos produtores no mercado internacional porque, hoje, 99% deles estão no mercado interno”, analisa Lima.
Receita da caipirinha
No Brasil, o Ministério da Agricultura já publicou vários decretos que estabelecem a cachaça e a caipirinha como produtos tipicamente brasileiros. Há também uma documentação que regulariza o mercado interno, padronizando as bebidas.
No final do mês passado, o ministério publicou uma regulamentação técnica que estabelecia a receita oficial da caipirinha. Mas a publicação foi revogada poucos dias depois. A explicação oficial foi a de que houve um “engano” na publicação.







