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Água Preta

Presidente da Câmara de Água Preta é afastado

  • Lissandro Nascimento

Folha de Pernambuco

No município de Água Preta, a sessão da Câmara dos Vereadores de ontem à noite foi marcada por muita confusão, causada pela votação do pedido de afastamento do presidente da Casa, Elias de Alegrete (PTN). Segundo o vereador José Minervino Filho, conhecido como Minel (PRP), o pedido foi motivado por várias irregularidades que teriam sido cometidas pelo presidente, dentre elas, a contratação de funcionários fantasmas e a falta de transparência com os gastos do Legislativo.

Ainda segundo o parlamentar, ao tomar conhecimento do requerimento para a votação, Elias teria encerrado a sessão antes do tempo, e se retirado do plenário. Outros quatro vereadores o acompanharam. Mas a retirada não surtiu efeito, uma vez que a reunião foi reaberta pelo vice-presidente, Luiz Francisco (PCdoB). O comunista assumiu a presidência e prosseguiu com os trabalhos. Ele e os cinco vereadores restantes decidiram, por unanimidade, pelo afastamento de Elias.

Um dos motivos para que os vereadores pedissem o afastamento do presidente teria sido por conta do descumprimento de uma determinação do Ministério Público. O órgão deu um prazo para a prestação de contas, mas até agora nada foi apresentado. “Ele ainda não apresentou a microfilmagem dos cheques emitidos (para pagamentos de servidores), e está se omitindo a pagar o salário dos vereadores. Além disso, ele não apresentou as notas fiscais das despesas com a Casa, e ainda mantém funcionários que não são do conhecimento da Câmara”, denunciou Minel.

“A partir de agora, quem é o presidente é o que era o vice (Minel). E já na semana que vem, pretendemos realizar uma nova eleição para a mesa diretora da Câmara”, ressaltou o vereador José Marcos (PTC), também presente à sessão. Até o fechamento desta edição, José Minervino não foi encontrado pela reportagem para responder as acusações.