
Por Elias Martins
Aos 112 dias dos governos municipais, enfim o Portal Tome Conta começa mostrar as verdades dos “mi mi mi” dos prefeitos recém empossados.
Analisando as contas da Vitória de Santo Antão, já posso mostrar ao leitor do A VOZ DA VITORIA as verdades a partir dos enquadramentos orçamentários financeiros, observados pelas informações consolidadas no Sistema Sagres do TCE PE, pela equipe de finanças do Município;
Para realização deste trabalho, são observados três parâmetros:
Emissão do RREO – Relatório Resumido de Execução Orçamentária;
Sagres – Relação de receitas e despesas lançadas no sistema do TCE PE; e
Apuração Paralela – A partir das informações disponibilizadas pelos sites oficiais somada aos valores informados ou esquecidos pelo município.

O Município já teve problemas na emissão do RREO de fevereiro/17, com emissão do anexo de receita, com mais de R$ 14 milhões a menos do arrecadado nos dois primeiros meses de 2017.
Para o TCE PE, não apresentou as Receitas e Despesas de Saúde, onde só de receita, foram omitidos R$ 3.061.454,91.
Como analista, não me agrada o comportamento desta nova empresa de contabilidade contratada pela atual administração. O prefeito Aglailson Júnior (PSB) já se encontra vulnerável diante dos relatórios oficialmente emitidos ao Tesouro Nacional e ao TCE PE. Lembrando que esses relatórios são expedidos a partir da impostação da assinatura eletrônica do prefeito, como ultima exigência na remessa.
O Setor de Finanças e Planejamento parecem perdidos diante de um volume tão considerável de receitas, insistindo que não havia recursos para solucionar a pendência tão estressante que vem sendo esta famigerada folha de dezembro 2016, dos efetivos.
Tem ainda a questão que na informação orçamentária (ao TCE PE), a Prefeitura teria pago R$ 1.931.186,26 a mais do valor liquidado da folha de janeiro 2017. O valor pago só pode ser igual ou menor que o liquidado, nunca superior, especialmente num volume desses.
Mas o mais decepcionante é saber a partir das informações aqui relatadas, que a Prefeitura de Vitória tinha plena capacidade de ter resolvido o problema da folha de dezembro de 2016, até o ultimo dia de janeiro de 2017.
Esperem os novos capítulos!

Por Elias Martins,
consultor de Gestão Pública e Colunista do Blog.







