Sobre a mobilização do Movimento dos Sem Terra (MST), que ocupou diversas áreas da zona urbana do município de Moreno (RMR) no final de abril passado, sendo a maioria de propriedade privada, e ainda algumas públicas, a assessoria do Prefeito de Moreno Dilsinho Gomes (PSB), externou que as reintegrações de posse, que desencadearam a operação da Polícia Militar realizada hoje (30/07) no município, foram originadas por ações movidas pelos proprietários das áreas ocupadas no Poder Judiciário/Comarca de Moreno.
Segundo a Prefeitura, os ocupantes tomaram ciência da decisão judicial. Esclarece ainda que no último dia 22 de julho, em reunião entre representantes do movimento, da Polícia Militar, do Judiciário e dos Governos Estadual e Municipal, foi assinado documento para que a desocupação acontecesse, de forma pacifica e espontânea, até o último domingo, dia 27.
“Não tendo havido a desocupação pacífica acordada, foi realizada a operação da Polícia Militar para cumprimento da decisão judicial. Coube à Prefeitura acompanhar a operação, dando o suporte necessário para que a operação de cumprimento da decisão judicial fosse realizada pela Polícia Militar”, informaram em nota ao Portal A Voz da Vitória.
A Prefeitura de Moreno iniciou o cadastramento dessas pessoas para identificar suas origens e se estavam enquadradas nos programas sociais. “Aquelas que ainda não eram assistidas pelos programas sociais e preenchiam os requisitos necessários foram inseridas nos mesmos, a exemplo do Bolsa Família. Em paralelo a isso, a administração trabalha com o Governo do Estado para retomar antigo processo de desapropriação rural, que vai beneficiar produtores do município”, adiantaram.
Em relação à supressão de matas nas áreas ocupadas, a nota segue dizendo que os órgãos municipal, estadual e federal de meio ambiente foram acionados para realização de levantamento de áreas desmatadas, para a adoção das medidas cabíveis de responsabilização por desmatamentos.
A Prefeitura de Moreno reiterou ainda que, desde o início da mobilização, manteve os canais da administração municipal abertos para que a questão e a pauta de reivindicações fossem discutidas amplamente.
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