
Um documento requerendo o repasse dos recursos municipais será entregue ao Ministério Público de Pernambuco.
Mães e pais de alunos matriculados no Serviço de Estimulação e Reabilitação da Criança (SERC) de Gravatá, estiveram presentes na manhã desta terça-feira (5) na Casa dos Conselhos, sede do Conselho Tutelar de Gravatá. O grupo tornou público que a Prefeitura Municipal de Gravatá teria cortado os repassagens para a instituição e que sem estes recursos muitos serviços que eram oferecidos no SERC foram suspensos por tempo indeterminado, a exemplo de: fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, libras entre outros. Carla, uma das mães presentes no encontro mora na cidade de Bezerros, distante 18 km. O filho dela também desfrutava dos serviços do SERC, mas agora com a ausência do atendimento de muitas especialidades, o aluno tem regredido nos avanços conquistados ao
longo de anos de tratamento: “Infelizmente tiram todos os funcionários do SERC e nossos filhos estão sem atendimento, em vez de melhorarem eles estão regredindo. Então a gente veio aqui pedir a ajuda deles para que possamos ter de volta os serviços”. O filho de Maria das Dores é aluno do CERC há aproximadamente onze anos. Segundo ela, esta é a primeira vez que o Serviço Estimulo passa por estas privações: “Meu filho é portador da síndrome de Down. Nós que somos mães estamos sendo voluntária na instituição. Chegamos aqui calmas, ninguém veio aqui protestar nada, vinhemos desabafar o que estava engasgado e cobrar do conselho um posicionamento. O transtorno será muito grande pois tudo aconteceu de repente”, destacou.
A comissão foi recebida sem qualquer restrição pelos conselheiros que se comprometeram em confeccionar denúncia ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e outros órgãos municipais, como explica a conselheira Ester Gomes: “Este encontro foi fruto de uma conversa breve de algumas mães que me procuraram e manifestaram a vontade de que através do Conselho Tutelar, bem como do CONDICA e dos que pensam sobre a política pública das crianças e adolescentes para que pudessem mediar esta dificuldade que hoje elas têm e dos serviços que não estão sendo mais oferecidos. Fizemos uma grande escuta, e através desta escuta vamos elaborar um documento qual vamos encaminhar a quem for de direito”, disse a conselheira acompanhada no encontro pelos conselheiros Adílson da ODIP e Rivaldo. Após as oitivas de algumas mães, o documento será confeccionado e assinado pelos representantes do Conselho Tutelar e algumas mães.
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