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Recife

Prefeitos mentirosos, por Elias Martins

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Prefeitos mentirosos, por Elias Martins

Por Elias Martins 

Já um bom tempo ouvimos frases das bocas dos prefeitos brasileiros em um só tom:

“As Prefeituras estão quebradas”;

                                                                               “Não temos dinheiro suficiente para folha”;

                                                                                              “Está difícil pagar o 13º”.

                                                                                                              É puro Blá, Blá, Blá.

Elias PinoquioAs Prefeituras nada mais são que Empresas Públicas de Prestação de Serviços à sociedade, em especial, aos seus habitantes.                        De preferência deveriam prestar um excelente serviço de: EDUCAÇÃO, SAÚDE, AÇÃO SOCIAL, URBANISMOS etc.

Temos uma coisa no meio financeiro que chamamos de LIQUIDEZ, e os municípios são possivelmente campeões.

No caso da nossa Vitória de Santo Antão, em 2014 o município teve uma Receita Líquida, que é toda a moeda circulante, média de R$ 16 milhões mês.

Com base na prestação de contas de 2014, observa-se que o município comprometeu 33,09% da Receita Corrente Líquida com as despesas de efetivos.

No entanto, o IRRESPONSÁVEL Prefeito Elias Lira (PSD), gastou 58,79% – 7,49% acima do limite prudencial de Responsabilidade.

Uma Câmara de Vereadores capacitada e compromissada com seus habitantes já teria colocado o Sr. Elias Lira em seu devido lugar – longe da administração.

Uma de minhas especialidades no setor público é o Planejamento, e a regra nº “1” é gastos com pessoal.                     Hoje, algo em torno de 1.900 efetivos e 850 aposentados.

Como acompanho a um bom tempo a evolução das receitas municipais, lhes digo com propriedade – Os Prefeitos Mentem!            Em média, os municípios brasileiros tem 75% de suas receitas liquidas mensais não vinculadas, disponíveis até o dia 25 do mês.

O que justifica preparar folhas até dia 20, ter os recursos em 25, e pagar de 1 à 10 do mês seguinte?                  Sob a Tutela de falta de dinheiro.       É como no Watzap – KKKKKKKK

Observem dois exemplos que separei de nossa cidade:

dados PMV

 Estes números por si só comprovam minhas afirmações.

Observem que quando o prefeito vitoriense só podia gastar máximo de R$ 5,9 milhões, comprometeu basicamente todo o caixa líquido em outubro-14, comprometendo os gastos brutos com R$ 2 milhões à mais, basicamente 94% da arrecadação dos primeiros 25 dias de cada mês.  O fato ocorreu durante todo 2014.

É com base nisso que afirmo.      As cidades não estão quebradas.  Os Prefeitos e seus staffs estão as quebrando.     E a maior razão disso é o Fisiologismo Econômico amplamente utilizado pelos prefeitos com o aval de nossas leigas e despreparadas populações.      Todo esse desastre está sendo engendrado com o nosso dinheiro.

E o pior é ouvir das pessoas.                     Fulano?               É Rico!                  Ficou Rico!

E a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Vitória?    Por onde anda?

Martins Colunista

 

Por Elias Martins, colunista do Blog.