Publicado em 22.01.2009
Prefeita faz diagnóstico da herança e diz que levará ao MPPE
Um rombo de R$ 4 milhões. Esse é o principal dado da “herança maldita” acusada pela prefeita de Bezerros (Agreste), Elizabete de Lima, Bete de Dael (PR). Hoje, ela e a sua equipe concedem entrevista para apresentar os resultados de um levantamento a respeito da situação do município com o término do governo do petista Marcone Borba.O secretário de Finanças, Carlos Mendonça da Silva, é um dos principais responsáveis pelo levantamento. De acordo com ele, o montante da dívida é formado, principalmente, por notas empenhadas a fornecedores (cerca de R$ 2 milhões), contas da Celpe não pagas (R$ 1 milhão), e dívidas junto ao Instituto de Previdência de Bezerros (Ipreb) e ao Instituto Nacional de Seguro Social (R$ 1 milhão). “Nossa grande preocupação é com o crédito que foi perdido. Estamos fazendo o máximo para honrarmos os pagamentos, mas as dívidas são muitas”, relata.
A prefeita elenca uma “lista de coisas absurdas” apuradas, como desaparecimento de motores e baterias de automóveis pertencentes à prefeitura. “Não tenho como trabalhar da maneira como quero para Bezerros”, diz. Os atendimentos na rede municipal de saúde, assegura, são as prioridade. “Não posso parar com esse serviço.” Nessa área, a acusação mais grave é a de que o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) “está sucateado”.
A administração, diz o secretário de Finanças, também encontrou a folha salarial de dezembro em aberto, mas já efetivou os pagamentos. “Essa questão já foi resolvida porque a prefeita é sensível”, defende.
“O prefeito deixou Bezerros sem benfeitorias”, acusa a prefeita. Bete de Dael garante que denunciará a “herança” ao Ministério Público. O J.C. tentou contato com o ex-prefeito Marcone Borba, mas não obteve resposta.
(Jornal do Commercio)







