Visitas: 9

A Voz da VitóriaA Voz da Vitória
Gravatá

Possível esquema de caixa dois no pagamento de funcionários do Abatedouro Público de Gravatá

  • Marcio Souza
Possível esquema de caixa dois no pagamento de funcionários do Abatedouro Público de Gravatá

Do Portal GN

Cinco funcionários do Matadouro Público de Gravatá, agreste pernambucano, entregaram seus postos inconformados com a atual remuneração oferecida pela direção da repartição. Segundo informações, há pouco mais de trinta dias os cerca de trinta funcionários que trabalham no abatimento de bovinos, caprinos, suínos e ovinos tiveram um corte de mais de 65% dos salários. Na gestão passada, com a soma do salário mínimo de R$ 724,00 (setecentos e vinte quatro reais) com as grafitações espontâneas do abatimento, o bruto salarial dos funcionários fechavam o mês em mais de R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais). O mais agravante não está no corte salarial, mas sim na origem do fundo salarial.

De acordo informações de funcionários do abatedouro, o preço fixo do abatimento anterior era de R$ 17,00 (dezessete reais) por cada cabeça de gado. Atualmente os marchantes e donos de supermercados das cidades de Gravatá, Pombos e Chã Grande, pagam uma tarifa fixa por cada abate que varia de R$ 50,00 (cinquenta reais) à 55,00 (cinquenta e cinco reais), um aumento percentual de mais de 223%.

Levando em consideração que o abate médio (apenas de bois) por semana é de duzentas cabeças de bois, teremos a seguinte equação: 200 x 4 = 800 x R$ 55,00 = R$ 44.000,00. Pois bem, mensalmente só o abatedouro público de Gravatá gira em média R$ 44.000,00 (quarenta e quatro mil reais) por mês, quando a base de bate semanal é de 200 cabeças de bois multiplicada por 4 semana , que totalizará 800 abates por mês, que multiplicado pela tarifa unitária de abate de no máximo R$ 55,00 reais totalizará R$ 44.000,00. (Este é um valor onde só levamos em consideração apenas o abate do boi). As tarifas de abate são todas contabilizadas pelo matadouro e para cada animal morto uma nota fiscal é emitida.

Fora este montante tributado pelo abatedouro público, os funcionários recebem uma gorjeta não tributada nas notas por parte dos donos dos animais mortos. Para cada animal morto os funcionários recebem um adicional espontâneo e médio de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) pelo abate e outros R$ 22,50 (vinte e dois reais e cinquenta centavos) para o tratamento dos fatos totalizando R$ 47.50 (quarenta e sete reais e cinquenta centavos.

O mais agravante é que segundo informações de dois funcionários do abatedouro, o salário dos funcionários está possivelmente sendo retirado do valor das gorjetas não tributadas. Levando em consideração a tributação fiscal média acima equacionada em R$ 44.000,00 e o valor das gorjetas (usando a mesma formula equacional com base na soma das gratificações) de R$ 38.000,00. O batedouro gira por mês mais de R$ 82.000,00 (oitenta e dois mil reais), no entanto, apenas os R$ 44 mil pode ser declarado, haja vista a emissão das notas de abate.

Considerando que as informações repassadas ao Portal GN de que provavelmente o salário dos mais de 30 funcionários estão sendo retirado de um valor não declarado das gorjetas, nos resta o questionamento: para onde está sendo transferido o valor mensal dos abates? Caso seja para as contas da prefeitura, o órgão financeiro precisará detalhar os valores depositados e os valores devolvidos em forma de pagamento pelo serviço prestado da equipe de abate.

O GN estará protocolando nesta sexta-feira (24) um ofício cobrando a SECRETARIA DE FINANÇAS o detalhamento das despesas passivas e ativas do abatedouro público bem como a quantidade de funcionários contratados, efetivos e comissionados que prestam serviço no abatedouro, bem como o valor dos seus respectivos salários e gratificações. Hoje, sobrevivendo possivelmente apenas dos valores de próprias gratificações, os funcionários sofrem com a ausência de equipamentos de segurança pessoal como bota, capacete, luvas, protetor auditivo, calças e óculos de proteção. Caso seja comprovado a existência deste pagamento a partir das gorjetas arrecadadas pelo matadouro, os atuais administradores podem responder por CRIME DE CAIXA dois.