Publicado em 12.03.2009
Em 2050, países em desenvolvimento contribuirão com 7,9 bilhões de pessoas para o inchaço demográfico previsto pela ONU
NOVA IORQUE – A população mundial deve ultrapassar os 9 bilhões de indivíduos em 2050, contra 6,8 bilhões este ano e 7 bilhões no início de 2012, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) publicadas ontem.
A maioria dos novos habitantes do planeta viverá num mundo em desenvolvimento – cuja população passará de 5,6 bilhões de indivíduos este ano para 7,9 bilhões em 2050. O aumento se dividirá entre as faixas etárias de pessoas entre 15 e 59 anos (1,2 bilhão a mais) e os de 60 anos e mais (1,1 bilhão).
Segundo dados revisados das projeções oficiais da ONU de 2008 sobre a população mundial, os países mais desenvolvidos devem registrar apenas um pequeno aumento da população, passando de 1,23 a 1,28 bilhão de habitantes durante o mesmo período.
A maioria dos novos habitantes do planeta viverá num mundo em desenvolvimento – cuja população passará de 5,6 bilhões de indivíduos este ano para 7,9 bilhões em 2050. O aumento se dividirá entre as faixas etárias de pessoas entre 15 e 59 anos (1,2 bilhão a mais) e os de 60 anos e mais (1,1 bilhão).
Segundo dados revisados das projeções oficiais da ONU de 2008 sobre a população mundial, os países mais desenvolvidos devem registrar apenas um pequeno aumento da população, passando de 1,23 a 1,28 bilhão de habitantes durante o mesmo período.
A população dos países desenvolvidos teria até uma tendência a diminuir, passando a 1,15 bilhão de indivíduos, sem o saldo migratório positivo proveniente dos países em desenvolvimento, que deve ficar em torno de 2,4 milhões de pessoas por ano entre 2009 e 2050.
De 2005 a 2010, o saldo migratório contribuirá duas vezes mais que o crescimento natural para o aumento da população em oito países ou regiões: Bélgica, Macau, República Checa, Luxemburgo, Catar, Cingapura, Eslovênia e Espanha.
De 2005 a 2010, o saldo migratório contribuirá duas vezes mais que o crescimento natural para o aumento da população em oito países ou regiões: Bélgica, Macau, República Checa, Luxemburgo, Catar, Cingapura, Eslovênia e Espanha.
Para o período 2010-2050, os principais países com saldo migratório positivo devem ser Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Espanha, Itália, Alemanha , Austrália e França. Os países que devem ter saldo migratório negativo são México, China, Índia, Filipinas e Paquistão.
A população dos 49 países menos desenvolvidos deve dobrar, passando de 840 bilhões de pessoas este ano para 1,7 bilhão em 2050. O cenário mais provável prevê uma queda da fecundidade, que passará de 2,56 crianças por mulher no período 2005-2010 a 2,02 crianças por mulher entre 2045-2050.
A população dos 49 países menos desenvolvidos deve dobrar, passando de 840 bilhões de pessoas este ano para 1,7 bilhão em 2050. O cenário mais provável prevê uma queda da fecundidade, que passará de 2,56 crianças por mulher no período 2005-2010 a 2,02 crianças por mulher entre 2045-2050.
ADVERTÊNCIA
“Este relatório é uma advertência oportuna para os líderes mundiais sobre as consequências a longo prazo se não houver investimento nas necessidades de cerca de 200 milhões de mulheres, que não têm acesso a anticoncepcionais seguros e eficazes”, disse Thoraya Ahmed Obaid, diretora executiva do Fundo de População da ONU (UNFPA).
Estes dados, fornecidos pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, mostram também que a queda da fecundidade se traduzirá em um envelhecimento da população.
Estes dados, fornecidos pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, mostram também que a queda da fecundidade se traduzirá em um envelhecimento da população.
Nos países mais desenvolvidos, 22% da população já tem 60 anos ou mais, e esta proporção pode passar para 33% em 2050, com o número de pessoas idosas representando o dobro do de crianças.
“Isso deveria pressionar pelo planejamento em relação ao envelhecimento dos países em desenvolvimento, através do investimento em sistemas que dêem proteção social e econômica aos mais velhos”, acrescentou Obaid.
Atualmente, apenas 9% da população dos países em desenvolvimento têm 60 anos ou mais, mas esta proporção deve subir para 20% em 2050.
Este estudo integra os dados mais recentes dos censos nacionais e de vários estudos da população realizados no mundo.
(Jornal do Commercio).
“Isso deveria pressionar pelo planejamento em relação ao envelhecimento dos países em desenvolvimento, através do investimento em sistemas que dêem proteção social e econômica aos mais velhos”, acrescentou Obaid.
Atualmente, apenas 9% da população dos países em desenvolvimento têm 60 anos ou mais, mas esta proporção deve subir para 20% em 2050.
Este estudo integra os dados mais recentes dos censos nacionais e de vários estudos da população realizados no mundo.
(Jornal do Commercio).







