Na passagem da Semana do Meio Ambiente a produção do Programa A VOZ DA VITÓRIA pela Rádio Tabocas FM (98,5) convidou a bióloga Viviane Lima, para em conjunto com outros convidados, participarem do Programa Mesa Redonda apresentado por Lissandro Nascimento todas as sextas-feira, a partir das 12:30h. Compareceram ainda Tereza Brandão e Manassés Pereira da Rocha do Projeto Reflorestágua ligado ao SNE (Sociedade Nordestina de Ecologia).
Indagada sobre os objetivos a que se propõe a Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE) Tereza Brandão salientou: “A Sociedade Nordestina de Ecologia é uma organização não governamental de cunho ambientalista e caráter científico, fundada a 22 anos e com atuação em nove Estados, desenvolvendo ações sócio- ambientais com participação efetiva da comunidade”, destacando ainda: “A SNE também tem projetos de reflorestamento principalmente na mata atlântica tendo em vista o alto risco de extinção de algumas espécies. Na agricultura tem trabalhos de assistência técnica rural voltada para o cultivo orgânico e ações sustentáveis e por fim e tão importante como os demais, têm educação ambiental que visa buscar a consciência ecológica da sociedade para que os problemas do meio ambiente sejam minimizados ao máximo”, ressaltou.
Ao ser indagado pelo apresentador a respeito do projeto Reflorestágua Manassés Rocha esclareceu: “O projeto Reflorestágua surgiu a partir de um projeto anterior, desenvolvido pela SNE e a Universidade Federal de Pernambuco, que tinha como meta fazer análises ambientais na bacia do rio Itapacurá. Após a conclusão deste projeto foi detectada a necessidade de uma intervenção urgente, devido ao alto índice de degradação e a importância que o rio tem para uma boa parte da população recifense (mais de um milhão e meio de pessoas se utilizam das águas do Itapacurá), devido a estas séries de problemas no final de 2004 foi criado o projeto Reflorestágua com o patrocínio da Petrobras através do projeto Petrobras Ambiental”, explicou.Este projeto era previsto para dois anos, no entanto, “no primeiro ano de execução já havíamos obtido os resultados previstos para os dois anos e no final do segundo ano percebeu-se a extrema necessidade de dar continuidade ao mesmo”, otimizou.
O Fórum do Itapacurá foi muito importante para resolver problemas como os da Casa de Farinha em Pombos e o problema do Matadouro Público em Vitória de Santo Antão, citaram.
“O projeto das Casas de Farinha foi mais trabalhoso porque tivemos que fazer tanques de contenção para a manipoeira e um trabalho de conscientização dos trabalhadores ensinando a usar corretamente o tanque para transformar o que era jogado fora em material produtivo”, explicaram. 

Com relação ao Matadouro houve a responsabilidade, segundo os mesmos, da gestão atual em completar o sistema de coleta e tratamento dos resíduos do processo de abate tendo assim um bom resultado.
Esclareceram que o mais grave foi a retirada irregular de areia que estava alargando o rio de maneira perigosa tanto que chamava a atenção das pessoas que passavam pelo local, mas com a ajuda do poder público e da Polícia Federal Ambiental o problema foi solucionado, ficando apenas as retiradas dentro dos padrões legais.
Perguntado pelo apoio governamental Manassés foi enfático em afirmar que no começo havia apenas o apoio completo de Gravatá, depois Pombos aderiu e se tornou um bom parceiro, quanto a Prefeitura da Vitória aderiu apenas nesta gestão atual, “onde estamos fazendo um bom progresso”, sentenciou.
Perguntado pelo apoio governamental Manassés foi enfático em afirmar que no começo havia apenas o apoio completo de Gravatá, depois Pombos aderiu e se tornou um bom parceiro, quanto a Prefeitura da Vitória aderiu apenas nesta gestão atual, “onde estamos fazendo um bom progresso”, sentenciou.
A questão do problema da poluição provocado pela Compesa foi debatida em um Fórum recentemente em Chã Grande, o qual técnicos da empresa apresentaram um projeto de tratamento de resíduos para que estes não fossem lançados nos rios. 
Na segunda parte do Programa a bióloga Viviane Lima que faz um trabalho acadêmico de Mestrado no Monte das Tabocas fez um relato sobre a sua tese. “Meu trabalho é fazer uma pesquisa histórica de toda a vegetação do Monte para podermos recuperá-lo sem o risco de colocar mudas que não pertençam à vegetação local, já que o seu principal vegetal é o tabocal”, explicou.

Na segunda parte do Programa a bióloga Viviane Lima que faz um trabalho acadêmico de Mestrado no Monte das Tabocas fez um relato sobre a sua tese. “Meu trabalho é fazer uma pesquisa histórica de toda a vegetação do Monte para podermos recuperá-lo sem o risco de colocar mudas que não pertençam à vegetação local, já que o seu principal vegetal é o tabocal”, explicou.
Foram preparadas as primeiras cem mudas que deverá ser plantadas na próxima sexta-feira – dia 05 – por alunos das escolas públicas da Vitória. “Não queremos fazer dalí um novo Monte, mas sim recuperar a vegetação histórica do local”, salientou Viviane.
Perguntada sobre as condições ambientais do Monte das Tabocas e da vegetação ciliar do rio ela foi enfática: “Tanto a vegetação ciliar quanto a mata nativa estão visivelmente degradados, eu tenho registro fotográfico que comprovam o corte ilegal de árvores devido à falta de policiamento e fiscalização do local”, alertou. “Este projeto começou em boa hora porque apesar do Monte ser uma área rochosa já é visível o aparecimento de mais rochas aflorando por causa do desmatamento irregular. É comum você chegar lá e ver pessoas com facões e machados para retirar madeira. Este projeto era para começar em 2008, mas eu não tive qualquer apoio da gestão anterior, só a partir desta gestão o projeto teve o apoio por intermédio da Secretaria de Agricultura e da Secretaria de Meio Ambiente local”, desabafou.
Perguntada sobre as condições ambientais do Monte das Tabocas e da vegetação ciliar do rio ela foi enfática: “Tanto a vegetação ciliar quanto a mata nativa estão visivelmente degradados, eu tenho registro fotográfico que comprovam o corte ilegal de árvores devido à falta de policiamento e fiscalização do local”, alertou. “Este projeto começou em boa hora porque apesar do Monte ser uma área rochosa já é visível o aparecimento de mais rochas aflorando por causa do desmatamento irregular. É comum você chegar lá e ver pessoas com facões e machados para retirar madeira. Este projeto era para começar em 2008, mas eu não tive qualquer apoio da gestão anterior, só a partir desta gestão o projeto teve o apoio por intermédio da Secretaria de Agricultura e da Secretaria de Meio Ambiente local”, desabafou.
Ela disse ainda que está com três voluntários da UFPE e recebe o apoio do Tiro de Guerra local. Ainda da Guarda Municipal e a FACOL. “Que nos ajuda com deslocamento e combustível para o transporte do pessoal”. Segundo ela a intenção é deixar o Monte apto para receber visitas, pois está prestes a ser contemplado através do projeto “Pernambuco conhece Pernambuco”, já que não foi incluso antes por falta de interesse e descaso com o patrimônio público. Afirmou ter esperanças que futuramente tenhamos outros projetos a ser implantados após a recuperação do ecossistema.Perguntada sobre a programação da Semana do Meio Ambiente, Tereza Brandão ressaltou: “Durante toda a semana estaremos fazendo eventos educativos e plantio de mudas de árvores em escolas das cidades envolvidas com o projeto Reflorestágua. Com essas ações estaremos tentando cada vez mais convencer a sociedade a ter um compromisso com o nosso meio ambiente”, divulgou.
A parte final do programa foi uma pergunta compartilhada com todos da Mesa.
O clima muda a cada momento. Uma hora o céu está limpo e em temperatura quente, já logo após muda-se tudo. O que está ocorrendo?
O clima muda a cada momento. Uma hora o céu está limpo e em temperatura quente, já logo após muda-se tudo. O que está ocorrendo?
A resposta dos três foi unâmine. Salientaram que devido ao desmatamento, o buraco da camada de ozônio em algumas regiões são mais aceleradas que outras, dependendo do nível de desmatamento. “Porém, uma vez a solução é replantar o que derrubou e preservar o que existe, pois o que você desmata em uma hora a natureza leva mais de dez anos para recuperar”, lamentaram.
E a despedida final foi o recado compartilhado por todos que é cuidar do meio ambiente para que no futuro os nossos herdeiros, que além dos bens materiais, não herdem tão somente um céu cinza de poluição e rios enlameados com esgotos e resíduos industriais.
Apresentação: Lissandro Nascimento.
Produção: Jáder Siqueira, Orlando Leite e Cláudio Gomes.
Equipe: Felipe França, Genilda Alves.







