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"Políticos atuais são produtos de marketing", diz Bione

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Na última sexta feira o Médico Edvaldo Bione, do PHS, em sua conversa semanal com o apresentador Lissandro Nascimento no Programa A VOZ DA VITÓRIA, transmitido de segunda a sexta feira das 6h às 8h pela Rádio Tabocas FM (98,5) falou sobre sua entrevista publicada na Revista Total, onde ele faz uma retrospectiva de sua vida política. Citou a repercussão de seus comentários feitos no Programa e sobre as eleições que estão por ocorrer lembrando sua trajetória política.

Para Edvaldo essa entrevista repercutiu e foi mais uma chance de mostrar o trabalho e expor suas ideias para a sociedade em geral.
“Estamos a alguns meses da eleição e essa é a melhor forma de viabilizar o trabalho da gente e atingir o público através dos veículos de comunicação”.

“Temos dificuldade em comunicação com o povo, pois os coronéis da política saíram do campo e vieram para o asfalto e dominaram os meios de comunicação dificultando a conversa e as articulações com as pessoas que não são de seu meio”, retrucou Bione.

Bione falou da repercussão das entrevistas da rádio e da matéria do Blog. Disse que sempre lê os comentários, principalmente das críticas, algumas anônimas, sugerindo que se as pessoas se tornassem visíveis seria mais interessante, “pois o diálogo serve para que todos se aprimorem”.
“Procuro dizer que as oportunidades de comunicação são essas, e que a gente tem aqui conseguido conversar com as pessoas e expor ideias”, comemorou.

“Quando falei que no Hospital João Murilo o melhor médico era a ambulância ,fui muito criticado inclusive no Hospital, mas eu tenho certeza que a população concorda”, salientou.

Bione citou quanto a importância do trabalho social que vem fazendo na cidade há 27 anos, pelo qual foi matéria da Revista Total. Lembrou de suas experiências na política de Vitória onde já exerceu dois mandatos de vereador e concorreu a deputado federal e estadual, sendo por último candidato a Vice-prefeito do Município.
“Eu costumo terminar uma eleição desmontando o palanque, todos poderiam conversar sobre o ponto de vista ideológico, mas infelizmente há uma grande fragilidade desse poderio tanto dos candidatos quanto dos partidos”, lamentou.

“Nessa eleição há um espaço deixado pelo prefeito atual quando deixou a Alepe e se elegeu gestor municipal de Vitória e minha pretensão é ser uma opção para ocupar esse espaço”, ressaltou.

“Pretendo concorrer respeitando os candidatos e principalmente respeitando a cidade, debatendo com a população para conseguir o seu aval e ocupar esse espaço mostrando maturidade para tal”.
Bione falou sobre os investimentos feitos com o dinheiro público e que depois foram abandonados citando como exemplo o prédio da Sulanca que está lá há alguns anos abandonado. “Para alguns é um elefante branco, para outros não, depende do ponto de vista de cada um”, replicou.
“Existe no local uma estrada de acesso e porque não dar um uso adequado para que o patrimônio não fique se deteriorando sem proveito?”, indagou Bione.

“Cada gestor que chega ao poder tem a iniciativa de dizer que recebeu uma herança maldita, que encontrou uma dívida imensa e que não trabalha porque não tem possibilidade”.

Ao ser indagado sobre as injustiças que ocorrem na vida política, Edvaldo Bione lembrou o que aconteceu com Humberto Costa que foi execrado publicamente com as supostas denúncias de sua participação na chamada “Máfia dos Vampiros” (2006) e agora foi comprovada sua total inocência.
“No direito jurídico nacional, quando somos acusados, temos a presunção de inocência e a pessoa que acusa e que deve oferecer as provas de nossa culpa. Na vida política é diferente, quando a gente é acusada por alguma coisa automaticamente somos taxados de culpados, e agora todos vêem Humberto ser inocentado por unaminidade”, comparou.
“Ele foi inocentado no ponto de vista jurídico, agora precisamos saber se o povo vai inocentá-lo politicamente também dessa culpa que não existiu”.

Ao ser indagado sobre o personalismo presente na política partidária, Bione acha que esse é o fator principal para que o povo tenha perdido a confiança nos candidatos. Afirmou ainda que os políticos de hoje são produtos de marketing criados a partir de uma pesquisa para ser apresentado do jeito que a população idealiza.
Questionando: “O que poderia ser debatido se houvesse possibilidade era exatamente a ideia de como se utilizar do mandato que é outorgado pelo povo. E esse povo vai precisar ter necessidade que seus desejos sejam concretizados e os políticos não realizam essa perspectiva”.

“O grande problema é a forma de como está sendo feito o produto político e um produto idealizado pelo marketing e é programado para tomar decisões. Eles agem e tomam decisões através dessas pesquisas de opinião que às vezes não fazem parte de seus ideais”, comentou o médico.
“Precisamos de políticos que possam se apresentar de forma espontânea debatendo e procurando soluções para os problemas reais de nossa comunidade. Se a gente pudesse e enfrentasse uma eleição com candidatos que não fossem rotulados teríamos pessoas de bom senso com entendimento para o enfrentamento das dificuldades”, ensinou.

“Infelizmente ainda se valoriza o marketing acima dos preceitos democráticos, é quem direciona os debates, é quem define o conteúdo do debate! A personalização do político como se fosse um produto a ser apresentado para o consumidor que é o eleitor”.

“Hoje se debate muito nas escolas a formação dessa massa crítica. É importante para que possamos com a maioria das pessoas discutirem, procurar alguma coisa de positivo, tanto no que diz respeito às eleições, quanto no que se diz respeito com a nossa própria vida”, finalizou Bione.

Por Orlando Leite.