Eles também foram autuados por porte ilegal de arma. Prisões aconteceram em frente a uma agência bancária na Avenida Caxangá, na Zona Oeste da capital.
Por g1 PE
Um policial civil e um guarda municipal do Município da Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, foram presos em flagrante por extorsão em frente a uma agência bancária na Avenida Caxangá, na Zona Oeste do Recife, segundo a Polícia Civil do Estado (PCPE). As prisões aconteceram na segunda-feira (08.04).
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os dois homens têm 39 e 40 anos e também foram autuados por porte ilegal de arma. Eles foram encaminhados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.
Ainda segundo a corporação, após serem presos pelo GOE, os homens foram levados para audiência de custódia. Como os nomes deles não foram divulgados pela Polícia, não foi possível obter com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) o resultado da sessão.
O g1 entrou em contato com a Polícia Civil, para questionar qual foi a fraude que a dupla cometeu e obter detalhes sobre a operação do GOE, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
O que diz a Prefeitura
O g1 procurou a Prefeitura da Vitória de Santo Antão para questionar se o guarda municipal foi identificado e afastado das funções e obter outras informações sobre a prática criminosa do servidor público do Município.
Em nota assinada pelo secretário municipal de Defesa Social e Segurança Cidadã, Décio Canuto Filho, a Prefeitura não respondeu às perguntas enviadas pelo g1 e afirmou que:
- “É com consternação que […] vem a público informar sobre a prisão de um membro da Guarda Civil Municipal da Vitória de Santo Antão”;
- O agente foi preso “em decorrência de uma investigação em andamento e conduzida pelas autoridades policiais competentes”;
- “A Guarda Civil Municipal é uma instituição essencial para a preservação da ordem e segurança” no município;
- “Quaisquer violações à legislação vigente por parte de seus membros são tratadas com a máxima seriedade”;
- Reitera o compromisso em “colaborar integralmente com as autoridades responsáveis pelas investigações, assegurando transparência e rigor na apuração dos fatos”;
- “Qualquer conduta imprópria por parte de membros da Guarda Civil Municipal não será tolerada e será enfrentada com as medidas disciplinares cabíveis”;
- Expressa “solidariedade às vítimas e suas famílias, reafirmando o compromisso com a justiça e a integridade em todas as esferas de atuação da Guarda Civil Municipal”.
Além disso, a Prefeitura declarou que soube, pela imprensa, da prisão do guarda municipal e que, até por volta das 13h desta quarta-feira (10), não havia sido “comunicada oficialmente nem pelas corporações policiais nem pela Justiça pernambucana sobre o fato”.

Crime
A PCPE não divulgou detalhes do crime, mas, em entrevista à TV Guararapes, um homem, que preferiu não se identificar, informou que os homens detiveram o filho dele alegando porte de armas e drogas e um mandado de prisão em aberto.
Para não cumprir o suposto mandado, eles teriam pedido ao pai do jovem a quantia de R$ 150 mil. Inicialmente, o genitor, que alega desconhecer o mandado contra o filho, chegou a entregar um veículo aos homens, que soltaram o rapaz.
Na sequência, o pai acionou o GOE, que fez a prisão do policial civil e do guarda municipal no momento em que eles sacariam a suposta quantia no banco.







