Blog do Inaldo Sampaio
Em assembleia geral realizada hoje (29), o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Simpol) decidiu as reivindicações que irá fazer ao governador Paulo Câmara. Entre as principais demandas, o grupo exige a isonomia da gratificação de risco policial com os delegados. Enquanto os delegados recebem 225% de gratificação, o restante da categoria de policiais civis recebe 100%. Os policiais também reivindicam uma completa revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) e querem acréscimo de percentual de reajuste salarial acima da inflação, além da inclusão dos papiloscopistas no Quadro Técnico da Polícia (QTP).
O Sinpol afirma que o PCCV da polícia civil de Pernambuco não condiz com a escolaridade exigida para o ingresso na carreira, que é o de nível superior. “Dentre as várias distorções, há um tempo muito extenso para que o policial chegue ao topo da carreira. Hoje, para um policial ascender ao topo, ele precisa ter 30 anos de trabalho na polícia civil”, explica nota enviada pela entidade. O Sinpol propõe que o policial de Pernambuco chegue ao máximo da carreira em 17 anos.
Os dirigentes do Sindicato também aproveitaram a assembleia para fazer uma prestação de contas do seu trabalho nesses pouco mais de dois meses de atuação. Além de uma completa auditoria que está sendo feita nas contas da entidade, o Sinpol contratou nova banca de advogados, assessoria de imprensa e promoveu melhorias no departamento médico da entidade.
Por fim, os policiais também levantaram o debate sobre a polêmica das diárias dos plantões de carnaval. O departamento jurídico do sindicato vai auxiliar os profissionais que forem escalados para trabalhar no carnaval e, de decisão pessoal, não queiram fazê-lo, em horário extra, sem receber o valor devido e previsto na Constituição Federal para todos os trabalhadores. A assembléia contou com a presença de cerca de 1.600 policiais civis. Um novo encontro já foi marcado para o dia 25 de fevereiro.







