Um vereador e outras seis pessoas são acusados de ganhar dinheiro dos pacientes através da realização de cirurgias sem indicação de necessidade
A Polícia Civil prendeu, na última quarta (11), dois médicos, um vereador e outras seis pessoas acusados de integrar uma quadrilha que ganhava dinheiro de pacientes da rede pública, através da realização de cirurgias sem indicação de necessidade. A operação denominada de “Hipócrates”, que aconteceu em Caruaru, Agrestina, São Caetano, Tacaimbó, no Agreste e no Recife, constatou que a quadrilha teria extorquido as vítimas em até R$ 5 milhões. A investigação durou cerca de quatro meses.
De acordo com informações dos policiais, durante a busca e apreensão realizadas nas cidades mencionadas acima, foram encontrados um revólver calibre 38, vários documentos e dez computadores. Os envolvidos, na maior parte funcionários do Hospital Regional do Agreste (HRA), foram encaminhados para penitenciárias em Caruaru e Buíque. O líder da quadrilha apontado era Tiago Manoel da Silva, chefe da emergência do Hospital Regional do Agreste (HRA).
A Polícia Civil explica ainda que a quadrilha é acusada de cometer crimes de corrupção, tráfico de influência e lesão corporal. As cirurgias, que teriam deixado alguns milionários com o esquema, eram realizadas em hospitais da rede pública e privada. Para tanto, os criminosos cobravam dinheiro para apressar os procedimentos cirúrgicos.
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