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Recife

Polícia Federal toma a frente das investigações sobre a morte do promotor

  • Marcio Souza
Polícia Federal toma a frente das investigações sobre a morte do promotor

(Foto: Reprodução / Facebook).

Folha PE

A Polícia Federal (PF) já está o caso da investigação do assassinato do promotor Thiago Faria Soares. A informação foi confirmada pelo gerente de comunicação social da PF, Giovane Santoro. Segundo ele, os federais iniciaram trabalhos preliminares logo depois da publicação sobre a decisão de federalização do episódio, há cerca de 15 dias. O Ministério Público Federal e Justiça Federal já indicaram nomes para acompanhar o inquérito da PF.

“São conversas com os delegados que estavam no caso com o Ministério Público do Estado. Isso é necessário para que a PF já tenha algumas linhas de condução para quando o inquérito voltar”, disse Santoro. Os volumes, contendo todas as apurações das investigações, ainda estão com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Ainda segundo o gerente de comunicação, não oi definido o nome do delegado que conduzirá a nova investigação. Porém, Giovane Santoro disse que a apuração deverá ficar a cargo de um delegado especial de outro estado, e que terá a função exclusiva de elucidar a morte do promotor. O assassinato de Thiago completa um ano no próximo dia 14.

No âmbito da Justiça Federal e Pernambuco (JFPE) será e competência da magistrada Carolina Malta, da 36ª Vara – que julga crimes dolosos contra a vida – as autorizações ara novas coletas de provas, andados requisitórios e pedidos de prisão solicitados futuramente pela PF. Ela dará o suporte legal dos próximos passos da polícia. Segundo a assessoria de Comunicação a JFPE, está sendo aguardado retorno do inquérito para que os volumes sejam apreciados pela juíza.

Também foram definidos os nomes dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que trabalharão no caso a partir de agora. Desde o dia 23, foram designados Rafael Nogueira, que é do MPF em Pernambuco, e Ubiratan Cozetta, que é de Brasília. Ambos vão acompanhar as novas investigações e desdobramentos sobre as apurações policiais. Nogueira monitora o caso Thiago Faria desde o começo. No mesmo dia do assassinato, ele foi indicado pelo procurador-geral da República para acompanhar as investigações. Auxiliou, também, o Ministério Público de Pernambuco em iniciativas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), entidade ligada ao MPPE.

Emboscada – Thiago Faria foi morto com vários tiros na estrada que liga as cidades de Itaíba e Águas Belas, no Sertão. Ele dirigia seu carro na companhia da noiva Mysheva Martins e um tio dela, que tem deficiência mental, quando foi emboscado. Os dois passageiros saíram ilesos. A noiva reconheceu Edmacy Cruz Ubirajara como autor dos disparos. O suspeito se apresentou à polícia e foi preso. Foi solto depois de dois meses por falta de provas. A apuração ainda apontou que o mandante do assassinato seria o fazendeiro José Maria Rosendo, que desde a época do crime encontra-se foragido. Uma das principais vertentes para o homicídio seria uma disputa de terras que envolvia Mysehva, Thiago e José Maria. Mas há ainda a possibilidade de crime passional e desavença pessoal motivada pela atuação do promotor na região conhecida como triângulo da pistolagem.

Federalização – A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a imediata transferência do caso para a PF. A votação favorável do deslocamento de competência foi justificada pela demora no esclarecimento do crime, que representava grave violação dos direitos humanos, e impunidade de mandantes e executores.