
Os dois estabelecimentos foram interditados, e todo o maquinário utilizado na produção ilegal foi apreendido. Fotos: Divulgação/PCPE
Na última terça-feira (07.10), uma ação conjunta resultou na interdição de dois estabelecimentos industriais utilizados para a fabricação clandestina de bebidas alcoólicas no Município da Vitória de Santo Antão, na Mata Sul. A operação foi conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), por meio da Delegacia do Consumidor (DECON/PCPE), em parceria com a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (APEVISA), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e Receita Federal.
Durante as diligências, foram identificados dois galpões, um utilizado para a lavagem e remoção de rótulos de garrafas usadas e outro destinado ao envasamento de novos produtos. No local, as equipes constataram diversas irregularidades sanitárias e fiscais, incluindo a ausência de selos oficiais, falta de licença do MAPA para o envasamento, uso indevido de garrafas de outras marcas e ausência de condições adequadas de higiene.
Segundo a Apevisa, um dos locais era responsável pela higienização irregular de garrafas e o outro pela industrialização clandestina da cachaça. Amostras dos produtos foram coletadas para análise.
No total, mais de 30 mil garrafas e aproximadamente 40 mil litros de substância etílica foram apreendidos. Também foram encontradas garrafas de marcas conhecidas que seriam possivelmente reutilizadas para comercialização fraudulenta, configurando falsificação de marca e colocando em risco a saúde dos consumidores.

Os dois estabelecimentos foram interditados, e todo o maquinário utilizado na produção ilegal foi apreendido, situados na via principal dos Bairros Colorado/Caiçara. Ao todo, 13 pessoas foram conduzidas à DECON: 11 foram identificadas como funcionários e liberadas após a lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), enquanto outras duas pessoas identificadas como o responsável pela operação e o manipulador químico, foram autuadas em flagrante delito e serão apresentadas em audiência de custódia.
A investigação prossegue para identificar outros envolvidos e possíveis canais de distribuição dos produtos falsificados.








