
Na Operação Kýma, são cumpridos 11 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão. Essa é uma palavra de origem grega que significa onda, em português
Uma quadrilha envolvida em fraude em concurso público e lavagem de dinheiro é alvo de uma operação deflagrada nesta quarta-feira (25.03) pela Polícia Civil pernambucana.
Na Operação Kýma, são cumpridos 11 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão. Essa é uma palavra de origem grega que significa onda, em português. Ainda segundo a Polícia, a investigação foi iniciada em dezembro de 2025.
Também foi expedida pela Justiça uma ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 15ª Vara Criminal da Capital.
Na execução estão sendo empregados 130 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, sob a condução do Delegado Júlio César Pinheiro, Adjunto da 1ª Delegacia de Combate ao Crime
Organizado – 1ª DECCOR. As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco. Houve apoio do Comando de Operações e Recursos Especiais (Core), Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS-PE), da Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. Participam também Instituto de Criminalística (IC), Polícia Federal (PF) e Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
A Operação Kýma foi deflagrada no Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Itaquitinga, Vitória de Santo Antão, Petrolina, COTEL, Extremoz RN e Araçoiaba.
Agentes de Segurança Pública:
2 policiais militares (um de Pernambuco e outro do Piauí), um guarda municipal do Rio Grande do Norte e um policial penal estão envolvidos.
A operação apura a fraude no concurso do TJPE, relativo às provas para o cargo de técnico judiciário, realizadas em setembro de 2025, as quais foram anuladas. O certame acabou sendo anulado após a confirmação das irregularidades. Conforme a Polícia Civil, os quatro têm envolvimento no esquema, mas de formas distintas.
Um PM integrava a organização, atuando na logística e distribuição de equipamentos usados na fraude, enquanto que o outro era cliente da quadrilha. A mesma situação do guarda municipal e do policial penal. Um terceiro policial militar também foi alvo de mandado, mas o de busca e apreensão. No total, foram expedidos 22.
“Existia uma pessoa infiltrada na banca [examinadora] como coordenadora, colaboradora ou de alguma forma trabalhando nos locais de aplicação da prova para poder capturar as imagens do conteúdo da prova, repassar para o líder da organização criminosa, que por sua vez distribuía aquelas questões para serem resolvidas por outras pessoas [professores]. As respostas voltavam para líder, que redistribuía para os chamados clientes, que são aquelas pessoas que compraram o gabarito”, disse o delegado.
Dispositivos eletrônicos eram adquiridos na Romênia, na Europa, para alterar equipamentos usados pelos candidatos nas provas e tentar driblar os detectores. O Delegado ainda apontou que alguns candidatos usavam dispositivos eletrônicos, enquanto outros usavam anotações com as respostas das provas.
A investigação identificou que candidatos pagavam valores antes da realização do concurso e, caso fossem aprovados e assumissem os cargos, também repassavam outras quantias em dinheiro.
CRIVO
Também nesta quarta, a Polícia Civil deflagrou outra operação contra fraude em concurso.
Na Operação Crivo, os policiais cumprem 15 mandados de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pelo Juízo da 19ª Vara Criminal da Capital. Participam 110 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. A Operação Crivo foi deflagrada no Recife, Olinda, Igarassu, Parnamirim, Petrolândia, Salgueiro, além de Mossoró (RN).
As investigações começaram em 2025 e foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, contando ainda com o apoio do Tribunal de Contas do Estado – TCE-PE, da Polícia Federal – PF e da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.







