Publicado em 22.01.2010
A Polícia Civil encerrou ontem uma operação com o objetivo de desbaratar a quadrilha de sonegadores e adulteradores de combustível que seria lidera pelo empresário Leonardo Miranda de Melo.A operação teve início em julho do ano passado. Melo foi detido há três dias e ontem foram presos outras sete pessoas que, segundo a polícia, seriam integrantes do bando. A ação policial foi batizada de Operação Maat, numa referência à deusa grega da verdade.
Foram cumpridos oito mandados de prisão e 10 mandados de buscas e apreensões expedidos pela 11ª Vara Criminal da Capital. A investigação foi realizada pela Delegacia de Prevenção e Repressão a Sonegação Fiscal. Segundo o delegado responsável, Francisco Rodrigues, o empresário ficou famoso até mesmo entre os fiscais da Fazenda por sempre adulterar combustíveis e sonegar o ICMS, que de acordo com os registros da Sefaz seriam de R$ 1,5 milhão devidos, mas que o montante total poderia passar de R$ 5 milhões. “Ele já teve oito postos de gasolina e, em pelo menos três, usou a figura de laranjas para abrir o negócio. Alguns eram trabalhadores da usina da família ou frentistas, que muitas vezes eram forçados a aceitar a ideia”, acusou Rodrigues.
Na manhã de ontem foram detidos em suas casas Jurandir Alexandre Silva, que seria o gerente dos negócios, Silvio José Caminha Vanderlei Junior, Genildo Florentino Texeira (que receberia R$ 100 semanais para ser o laranja de um posto em Vitória de Santo Antão), Rivaldo Ribeiro da Silva (gerente do posto de Vitória), Wilson dos Santos Freitas (office-boy que faria transporte de mercadorias), Williams Manoel da Silva Junior (primo de Leonardo e gerente financeiro do grupo) e Marcos Antônio da Silva, segurança.
Todos serão indiciados por formação de quadrilha e Melo também responderá por falsidade ideológica, estelionato, crime de sonegação fiscal e adulteração.
Todos serão indiciados por formação de quadrilha e Melo também responderá por falsidade ideológica, estelionato, crime de sonegação fiscal e adulteração.
Além de abrir postos em nome de laranjas, o principal modo de operação de Leonardo Melo, segundo o delegado, era se utilizar de tanques clandestinos em seus estabelecimentos para serem carregados com gasolina adulterada. “Com auxílio de um sistema de registros ele conseguia despistar as fiscalizações de controle de qualidade e assim vendia gasolina misturada com 60% de álcool. Ele vendia álcool com preço de gasolina”, disse Rodrigues.
Na operação foi detido em flagrante o PM da reserva Euresto Souza de Araújo, ex-comandante do Batalhão de Serra Talhada, que seria amigo da família de Leonardo e informante do grupo. O policial militar foi flagrado com um carro roubado.
(Jornal do Commercio).






