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Pilatos contemporâneos

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A decisão do Supremo de arquivar o processo de Joaquim Roriz (DF), sugere um retorno às províncias da Roma antiga. Aquele julgador que, com o ato de lavar as mãos, colocou em liberdade Barrabás, pois a população não tinha elementos suficientes para decidir corretamente.

Naquela época, julgar corretamente poderia custar a estabilidade romana na Judeia. O governante, que precisava manter seu poder e suas regalias, sabia exatamente o que fazer e fez.
Os ministros do Supremo, também. A decisão se estendeu para o que a justiça eleitoral (TSE) já havia julgado contra o ex-governador de Brasília.
Parece brincadeira, mas não é. O STF está chamando o povo de bobo.

Roriz retirou a candidatura e foi absolvido. Só falta Peluso, Mendes e Cia aprovarem a candidatura da mulher de Joaquim Roriz, para completar a pataquada.

A “Ficha Limpa” já está manchada. Agora é esperar as cenas do próximo capítulo.
Como falei em outra postagem: “o problema não é a inexistência de leis, é a aplicação delas”.
Lei só se aplica para despossuídos? Existe ou não interesses políticos no judiciário?
Os guardiões da lei, estão deixando-a à própria sorte.

Fico sempre em dúvida se o maior problema da democracia brasileira é o sistema político ou o judiciário. Infelizmente, tenho a sensação de que ambos necessitam de reformas democratizantes, urgentes!


por Daniel Max,
é Sociológo e Colunista do Blog.

Mais: www.blogdomax.blogspot.com