Pernambuco tem mais três Patrimônios Vivos: o Caboclinho Sete Flexas, o Teatro Experimental de Arte de Caruaru (TEA) e Selma Ferreira da Silva, mais conhecida como Selma do Coco. O Conselho Estadual de Cultura, sob a presidência de Marcus Accioly e Marcus Prado, anunciou na quarta-feira (31) a lista com os três novos contemplados com a Lei estadual, que valoriza e homenageia os principais ícones da cultura que se destacam por um trabalho de relevância cultural.
Na edição deste ano, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) recebeu 102 candidaturas de mestres e grupos populares.
Dos três contemplados, Selma do Coco é, provavelmente, a mais conhecida dos pernambucanos. Dona Selma vendia tapioca na Cidade Alta de Olinda, mas nos horários de folga promovia rodas de coco que atraíam clientes e trouxeram fama para a tapioqueira. Nascida em Vitória de Santo Antão, Selma Ferreira da Silva se transformou em um dos expoentes do coco de roda. Em 1996, a sua carreira deu uma guinada depois de se apresentar no Abril Pro Rock, numa época de efervescência do Mangue Beat. Um dos maiores sucessos de Dona Selma é a canção “A Rolinha”.
Já o Caboclinho Sete Flexas, considerado um dos mais tradicionais do Recife, foi fundado em 1969 pelo mestre Zé Alfaiate. Hoje, é comandado por seu filho Paulinho no bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife. O grupo valoriza a dança, a música, os aspectos visuais, os fundamentos religiosos do caboclinho. Além disso, também desenvolve atividades sociais na comunidade.
Já o Caboclinho Sete Flexas, considerado um dos mais tradicionais do Recife, foi fundado em 1969 pelo mestre Zé Alfaiate. Hoje, é comandado por seu filho Paulinho no bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife. O grupo valoriza a dança, a música, os aspectos visuais, os fundamentos religiosos do caboclinho. Além disso, também desenvolve atividades sociais na comunidade.
Um pouco mais cedo, em 1962, foi fundado o Teatro Experimental de Arte (TEA), terceiro contemplado da lista dos Patrimônios Vivos deste ano. O grupo já encenou mais de 50 espetáculos, desde os clássicos Antógona, de Sófocles, a textos experimentais como Feira de Caruaru – que marcou a estréia do caruaruense Vital Santos como dramaturgo. O grupo é liderado por Argemiro Pascoal, que trabalha com teatro desde 1948.
Lei do Patrimônio Vivo de Pernambuco – A legislação que estabelece uma remuneração mensal de R$ 750 para pessoas físicas e R$ 1,5 mil para grupos e tem como objetivo preservar a tradição popular através do intercâmbio de conhecimento entre as novas gerações foi editada em 2002 e regulamentada em 2004. Os contemplados pela legislação se comprometem a participar de atividades para que seus conhecimentos sejam propagados. Com os três novos nomes, Pernambuco possui agora 18 Patrimônios Vivos.
Confira a lista:
Camarão (sanfoneiro) – Clube de Alegorias e Crítica Homem da Meia Noite (clube carnavalesco) – Confraria do Rosário de Floresta do Navio (irmandade religiosa) – Dila (cordelista e xilógrafo) – Fernando Spencer (cineasta) – Índia Morena (artista circense) – J. Borges (cordelista e xilógrafo) – José Costa Leite (xilógrafo) – Lia de Itamaracá (cirandeira) – Manuel Eudócio (artesão) – Maracatu Carnavalesco Misto Leão Coroado (maracatu) – Nuca (artesão ceramista) – Sociedade Musical Curica (banda de música) – Zé do Carmo (artesão ceramista) – Zezinho de Tracunhaém (artesão).
Com informações do Conselho de Cultura – Marcus Prado.






