Com informações do JC Online
O desemprego na indústria de Pernambuco explodiu em 2013. O Estado registrou a maior queda do emprego industrial no Brasil, com taxa de 6,4%. O número ficou bem acima do recuo nacional de 1,1%. O resultado reflete a tímida expansão da produção industrial pernambucana no ano passado (0,7%). Com a atividade crescendo pouco, a tendência é de queda na ocupação. Embora o emprego geral no País tenha registrado bom desempenho em 2013, a indústria andou na contramão. Os resultados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“É preciso que se tenha um crescimento consistente da produção industrial para que o emprego cresça. As famílias estão endividadas e consumindo menos, a inflação cresceu e as exportações não tiveram um bom resultado. Tudo isso contribui para a pequena expansão da atividade industrial”, observa o economista da Coordenação de Indústria do IBGE, Fernando Abritta.
Em Pernambuco, a queda no emprego industrial foi influenciada, principalmente, pelos setores de alimentos e bebidas (-10,5%), borrachas e plásticos (-21,3%), papel e gráfica (7,5%), minerais não-metálicos (-4,4%) e têxtil (-10,5%). Abritta explica que o desemprego no setor não está relacionado à desmobilização das obras dos grandes empreendimentos (a exemplo da Refinaria Abreu e Lima), porque a pesquisa do IBGE avalia as indústrias de transformação e extrativa mineral.
“No ano passado, a queda no emprego industrial em Pernambuco se acentuou. Em 2012 o recuo tinha sido de 2,7% e passou para 6,4%”, compara, analisando uma série histórica dos últimos 7 anos. Ao contrário dos últimos 2 anos, em 2010 (6,1%) e em 2011 (4,8%), o Estado registrou crescimento significativo de ocupação na indústria. O economista afirma que a situação só vai se inverter se o cenário de pouco dinamismo na indústria melhorar.
Entre os locais pesquisados pelo IBGE, Pernambuco também apresentou a maior redução no número de horas pagas (6,5%), contra 1,3% do Brasil. “O número de horas pagas é um primeiro indicativo das demissões, porque primeiro as empresas reduzem o número de horas e depois dispensam”, observa Abritta. Diferentemente do resultado nacional, a folha de pagamento da indústria de Pernambuco encolheu 4,2% em 2013.








