Folha de Pernambuco

Pernambuco ocupa a 19ª colocação no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), conforme dados divulgados, nesta quinta-feira (12), pela Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento. O Estado apresenta índice 0,673 (de 0 a 1), ficando abaixo do resultado regional, do Rio Grande do Norte e Ceará. Os critérios são baseados na renda, longevidade e educação, e apontam a atual realidade, comparando com os resultados de 1991, 2000 e 2010.
Veem-se índices melhores nos três itens, mas ainda há um cenário crítico, principalmente na educação. Segundo esta amostra, o Nordeste não possui município conceituado como Muito Alto, enquanto o Sudeste não tem nenhum Muito Baixo. Tanto que Alagoas e Maranhão estão no fim da lista de estados com os dois piores IDHM. No País, o estudo aponta uma enorme disparidade de renda. Amaior, de R$ 2.043,74, é 21 vezes acima damenor, de R$ 96,25, mas registrando uma alta média de R$ 346,31.
Em Pernambuco, os ganhos foram menores, ficando entre Muito Baixo e Baixo. A disparidade local também é grande. Enquanto no Recife (maior renda per capita do Estado) a renda média é de R$ 1.144,26, em Manari (a menor) fica em R$ 155,49. O economista da Ceplan, Jorge Jatobá, disse que 78% dos municípios nordestinos IDHM de renda qualificado como Baixo. “No entanto, é preciso observar o salto dado no período, em todos os índices, principalmente na educação”, explicou.
A questão, hoje, está mais na qualidade do ensino do que no acesso, e vale ressaltar que a escolaridade do indivíduo reflete diretamente na sua renda. Em 1991, todos os 184 municípios do Estado estavam com IDHM Muito Baixo em educação; em 2010, esse número reduziu para 103. Ainda assim, Norte e Nordeste ainda têm 90% dos seus municípios com IDHM Educação Baixo ou Muito Baixo. No quesito longevidade, o crescimento foi de 14% entre 1990 e 2010, subindo de 65 para 79 anos de vida.
Os dados da pesquisa são do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Na análise, a Ceplan concluiu que houve avanços significativos em longevidade, seguido por renda e educação – sendo esta a que teve melhor desempenho, mas apresenta índices baixos. No componente renda, vê-se prevalência de pobreza com alguns desempenhos isolados.







