Na manhã dessa quinta–feira (08), o Deputado Federal Paulo Rubem Santiago (PDT), cedeu uma entrevista ao vivo no Programa A VOZ DA VITÓRIA, na Tabocas FM (98,5), na ocasião em que o parlamentar fez uma avaliação dos resultados da reunião ocorrida com os representantes dos Conselhos Municipais de Saúde da Vitória de Santo Antão.
Para Paulo Rubem o Sistema Único de Saúde precisa ser fortalecido pela participação popular, sem depender tão somente dos poderes governamentais. “Nós vamos retornar a Vitória no início de novembro para uma reunião com os representantes da sociedade civil envolvidas com as questões da Saúde pública, enfatizando a importânica da população da Vitória de Sto. Antão participar da elaboração do orçamento público da Saúde, que deverá ser enviada para a Câmara Municipal. Com o objetivo de garantir os serviços e atenção básica para as comunidades, fortalecendo a democracia direta e a participação definida na Constituição Federal”, salientou o pedetista.
Com relação a possibilidade de um novo imposto do cheque para patrocinar a Saúde brasileira e se há verdadeiramente dinheiro para o setor. “Hoje nós temos dois problemas. Uma é a falta de recursos para ampliar as equipes de Saúde para a Família e o aumento do número de agentes comunitários de saúde, além da garantia das ações básicas de condições de vida da população”, citou Rubem.
“Precisamos aumentar os recursos direcionados para estes setores. Estamos aqui batalhando pela regulamentação da PEC 29, pela ampliação dos recursos voltados a Saúde. É preciso acompanhar como está sendo administrado os recursos; é o problema da má gestão”, salientou.
“É preciso aperfeiçoar com mais transparência e com mais qualidade o uso do dinheiro público. Por isso os Conselhos Municipais de Saúde tem um papel fundamental para este acompanhamento procurando evitar o desvio desses recursos”, sinalizou.
“Falta também mais investimentos para a compra de equipamentos e de pequenos procedimentos, bem como a atenção à maternidade e outras situações inerentes ao público feminino”, destacou.
Sobre os investimentos direcionados pelo Governo do Estado para a Saúde, com a construção de três hospitais na RMR, que de acordo com a Secretaria de Saúde estas deverão contar com uma gestão própria através de organizações civis, afirmou: “Primeiramento é preciso entender que hoje os grandes hospitais no Estado estão sobrecarregados. A construção destes três vai permitir o atendimento da população nestes pólos, agora isso não vai resolver o problema da precariedade da condição básica ou médica. Casos básicos merecem ser atendidos nos ambulatórios, que por sinal estão nos municípios. Se assim não for, estes três hospitais não terão condição de atender a contento os casos complexos”, lembrou Paulo Rubem.
“Agora, quanto as administrações dos hospitais, aqui na Câmara há uma proposição contrária a implantação das fundações públicas de direito privado. Não há sentido de transferirmos a gestão das unidades de saúde que fazem parte do SUS para instituições públicas de direito privado, isso pode cristalizar lucros que vão permanecer durante anos e anos”, finalizou.
Segundo o deputado Paulo Rubem o que deve pesar na produção da saúde não é o hospital, a figura mais importante é a atenção básica de saúde às comunidades.
por Lissandro Nascimento.
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