Por Hely Ferreira
Ninguém tem como negar a falta de credibilidade que goza os “representantes” do povo brasileiro, produzindo consequentemente uma aversão aos partidos políticos. O movimento que ganhou as ruas brasileiras no ano passado, reacendeu a necessidade de repensar a agenda administrativa dos governantes para com os governados. Na perspectiva weberiana, a saúde da democracia mede-se a partir do fortalecimento dos partidos políticos, sem eles, é praticamente impossível uma democracia consolidada.
Acontece que a variedade de siglas patrocina a proliferação de um discurso de repúdio aos mesmos, como se o problema estivesse na quantidade e não na qualidade. Alguns deles funcionam com o afã de barganhar espaço nos governos que se alternam no poder, procurando visibilidade para aqueles que vivem apenas de interesses individuais. Infelizmente, grande parte do eleitorado brasileiro procura votar na pessoa e não nos partidos políticos, acreditando que as transformações ocorrem não por causa de um programa, mas fruto de um líder com propostas não raras às vezes populistas, ou messiânicas.
Assim, devemos ter o cuidado em observar se as promessas apresentadas pelos candidatos assemelham-se com o partido em que está filiado e se elas condizem com a trajetória de vida do candidato. Caso contrário, o eleitor deve utilizar o voto, principal arma que possui, visando banir os demagogos de plantão. Com ele, também é possível limpar a sujeira promovida por aqueles que não se portam com espírito republicano.
P.S.: Este artigo é um resumo da palestra proferida no auditório da AESO para os alunos do curso de Jornalismo.
Por Hely Ferreira,
Cientista Político.









