REPASSE Cade aprova operação de venda de ativos da Sadia e Perdigão. Isso servirá para reverter o possível monopólio da fusão
Jornal do Commercio
SÃO PAULO O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval, ontem, à operação de troca de ativos entre a BRF Brasil Foods e a Marfrig. Pela manhã, o presidente da Marfrig, Marcos Molina, e o vice-presidente de assuntos corporativos da BRF, Wilson Melo Neto, estiveram na sede da autarquia para apresentar o modelo de negócio aos integrantes do Cade.
A apresentação foi feita ao conselho Ricardo Ruiz, que estava à frente do processo de acordo entre que compõem a BRF Foods Sadia e Perdigão. Também estiveram presentes os conselheiros Marcos Paulo Veríssimo, Alessandro Octaviani e Elvino Mendonça, além do procurador-geral da autarquia, Gilvandro Araújo.
Segundo fato relevante divulgado ontem pela empresa, as partes fecharam acordo que determina a permuta entre marcas e instalações das duas companhias.
Para aprovar a fusão entre Sadia e Perdigão, o Cade obrigou a Brasil Foods a vender, a um só grupo, 10 fábricas, 4 abatedouros, 12 granjas, 4 fábricas da ração, 2 incubatórios de aves e 8 centros de distribuição.
Em troca do que será cedido pela BRFoods, a Marfrig cederá parte dos ativos da marca Paty na Argentina, líder no mercado de hambúrguer no país, as marcas das linhas de processados Paty, Barny e Estancia Sur, granas de suínos e propriedade rural no Mato Grosso, operações comerciais da Paty no Uruguai e no Chile, além de pagar R$ 200 milhões adicionais.
PERNAMBUCO
As duas unidades da BRFoods em Pernambuco se manterão na companhia. Elas tiveram as obras iniciadas antes da fusão, mas, apesar disso, foram mantidas dentro do planejamento de atuação da empresa, depois da orientação do Cade.







