A violência em Pernambuco voltou a ser discutida no Plenário nesta quinta (3). O líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho (PTB), deu início ao debate ao anunciar a necessidade de uma audiência pública para tratar do tema. Líder do Governo, Waldemar Borges (PSB) garantiu que haverá empenho do Governo nesse assunto: “Pretendemos discutir séria e profundamente essa questão”.
Durante a Ordem do Dia, Sílvio Costa Filho retirou de pauta o Requerimento nº 984/2015, de sua autoria, que solicitava a realização de audiência pública sobre o “Pacto Pela Vida e o aumento da violência no Estado” na Comissão de Cidadania. “Em diálogo com Edilson Silva (PSOL), que preside o colegiado, acertamos que ele conduzirá esse debate e proporá uma data”, explicou.
O psolista alertou que o encontro sobre o aumento da violência terá um formato diferente. “Sugiro que seja um espaço de diálogo, uma mesa de reflexão.” Também destacou que Governo do Estado e Governo Federal serão convocados. “Ficar repassando a responsabilidade de um ente para o outro não é avançar na discussão”, justificou. Ao parabenizar o planejamento para a reunião, o deputado Pastor Cleiton Collins (PP) sugeriu que fosse incluída a participação das câmaras do Pacto Pela Vida.
Ao repercutir os problemas na segurança e em outros setores do Estado, o deputado Waldemar Borges ainda argumentou que não se pode isolar o quadro estadual da situação de crise na economia nacional. A fala foi sustentada com reportagens da imprensa nacional sobre a queda na produção industrial, nas exportações e na venda de carros, além de recuo nas compras em supermercados e da alta do dólar.
“A realidade é dura e tem atacado os Estados brasileiros a partir do desmantelo da economia nacional. Pernambuco não está isento, mas ainda assim é o Estado que mais investe em saúde e consegue fazer o aperto sem atingir os setores estratégicos”, disse, apontando a necessidade de se rever o pacto federativo para garantir maior autonomia aos entes federados.
Ao retornar à tribuna, Sílvio Costa Filho acusou o Governo Estadual de se esquivar da discussão sobre as questões do Estado. “Os problemas de Pernambuco têm se acentuado. A Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPAEs) de Garanhuns fechou as portas há três dias e a do bairro do Arruda (Recife) está pronta há oito meses e não iniciou os trabalhos. As obras de mobilidade estão paradas e houve 65 assassinatos a mais em agosto deste ano do que no mesmo mês do ano passado”, disse.
Em resposta, Waldemar afirmou que as UPAEs estão contando apenas com o investimento do Governo Estadual. “O Governo Federal não tem repassado nada para as unidades de Serra Talhada e Salgueiro, por exemplo. Não podemos dissociar essa ausência de repasse à situação que Pernambuco tem enfrentado.”
Com Informação da Assessoria.







