Folha de Pernambuco
Representantes das 1,2 mil famílias que sobrevivem da agricultura no município de Palmares se reuniram com membros da Procuradoria Agrária de Pernambuco, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco (Iterpe). A audiência pública, que aconteceu na última quarta-feira, serviu para discutir questões relacionadas a barragem de contenção de Serro Azul.
Segundo o agente da Comissão Pastoral da Terra, Geovane Leão, a grande preocupação das famílias é com as condições que serão oferecidas pelo Estado, já que esses trabalhadores rurais, que dependem da terra para tirarem seu sustento, terão que abandonar tudo e recomeçarem suas vidas em uma outro lugar. “Os representantes do Iterpe apresentaram o projeto da barragem, falaram sobre os impactos econômicos e ambientais, mas nada foi dito em relação a situação das famílias. Outra coisa que nos foi passada foi que a inundações atingirão a PE que liga Palmares à Bonito e o trecho oito da Transnordestina. Mas nossa maior preocupação é que no projeto não fala sobre a transferência das famílias, nem se elas vão receber as indenizações”, questionou Leão.
De acordo com o secretário de Recursos Hídricos do Estado, João Bosco de Almeida, a área só será inundadas a partir de 2013 e a capacidade de armazenamento da barragem será de 303 milhões de metros cúbicos. “As obras terão início em dezembro próximo e até lá, só iremos indenizar três famílias. As demais só terão que sair de suas terras em 2013. Em outubro, iremos conversar com as famílias para traçar o que será feito. No próximo ano, iremos construir outra vila para acomodar as famílias, além disso pagaremos pelas benfeitoria feitas nas terras. Não há com o que se preocupar”, concluiu.






