
por Hely Ferreira
Os últimos dias tem sido de grande acirramento no que tange a disputa interna entre os pré-candidatos à Prefeitura da Cidade do Recife pelo Partido dos Trabalhadores.
Sempre que se fala em eleição 2012, naturalmente surge o dilema: quem será o candidato do PT? Ora, se o atual prefeito encontra-se acobertado pela legislação, nada mais natural de que ele tente renovar o mandato. Acontece que os anos foram se passando e o desempenho administrativo não correspondeu ao esperado, segundo as pesquisas divulgadas nos meios de comunicação. Tem se especulado a possibilidade de outro nome para disputar o cargo. A grande questão é a seguinte: quem sai ganhando com o atual prefeito fora da disputa? Uma outra questão reporta-se a seguinte interpelação: quem será o beneficiado com a antecipação das prévias?
Em um primeiro momento, é necessário pensar um cenário com um segundo mandato do atual prefeito. Naturalmente sua reeleição contraria projetos futuros da tríade, pois sendo vitorioso nas urnas, buscará não cometer erros que outros cometeram de não se credenciar para chegar ao Palácio do Campo das Princesas (que nos diga o secretário de Florença), onde certamente terá como um dos argumentos, que se reelegeu com um cenário inóspito, contando até com o comportamento de grupos que se assemelham aos que estavam diante de Jesus quando curou o homem da mão ressequida.
Muitos acreditam que a palavra do ex-presidente será decisiva, para dirimir a querela partidária. Será? Basta lembrar que em 2008, o candidato da preferência do Planalto Central era o Senhor Sérgio Lima. Preferência que não foi concretizada.
Caso o PT apresente outro candidato e o mesmo lograr êxito, o objetivo foi alcançado, mas se não tiver sucesso, quem será o suposto responsável pela derrota?

por Hely Ferreira,
Cientista Político.







