Visitas: 9

A Voz da VitóriaA Voz da Vitória
Carpina

Ouvida da família Botafogo é cobrada no julgamento da morte de Jota Cândido

  • Lissandro Nascimento
Ouvida da família Botafogo é cobrada no julgamento da morte de Jota Cândido

Juri J CandidoFoi retomado nesta quinta-feira (17), o julgamento do caso do assassinato do vereador e radialista, Jota Cândido. O júri acontece na 2ª Vara no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha Joana Bezerra, área central do Recife. Trata-se do julgamento após 10 anos do crime, dos quatro homens acusados de matá-lo. Ele foi executado com vinte tiros defronte à Rádio Alternativa FM, quando chegava ao trabalho, em Carpina, na Mata Norte.

Os réus Edilson Soares Rodrigues, Taironi César da Silva Pereira, André Luiz Carvalho e Jorge José da Silva, respondem por homicídio consumado duplamente qualificado, motivo torpe e por agirem mediante surpresa, o que impossibilitou a defesa da vítima.

A sessão teve início com o sorteio dos sete jurados que integram o Conselho de Sentença. Depois houve a leitura da denúncia pelo Juiz que presidi o júri popular. O próximo passo foi a ouvida dos réus. Terminada a fase de ouvidas, houve os debates entre Defesa e Acusação. As 23h. o julgamento foi suspenso, para dar prosseguimento no dia de hoje.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pede pela acusação dos quatro e não aceita a não investigação dos nomes de políticos citados por várias pessoas durante os depoimentos. Entre eles, os do ex-prefeito de Carpina na época, Manoel Botafogo, hoje Deputado Estadual pelo PDT, do seu filho ex-deputado Estadual Botafogo Filho e do ex-vice-prefeito, hoje vereador Lebre. “No País em que se investiga até a Presidente da República, Presidente da Câmara dos Deputados e Senadores, por que não investigar o ex-prefeito e atual deputado? Seria ele o dono do mundo?”, provocou a Promotoria, cobrando que estivessem no banco dos réus os políticos citados.

“Por que os políticos não foram ouvidos? Por que não ouviram seus assessores, que viviam mais próximos deles. Nos processos apareceram os ‘Lapas’, trazendo testemunhas para serem ouvidas porque para os ‘Lapas’ há um interesse, já que eram na época oposição”, insistiram os promotores.  A advogada dos acusados também questionou a razão de não investigarem o segurança do radialista de Jota Cândido, conhecido por “Léozinho”, que no dia do fato, foi dispensado pela vítima quando se dirigia até a Rádio Alternativa.

A previsão para o encerramento do Júri e sua respectiva leitura da sentença está prevista para às 15h.