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Os Maniqueus estão de volta

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Diante da falta de um programa governamental por parte dos candidatos à presidência da República, o que se tem visto até o momento, é o retrato de quem não tem uma agenda para o País. Temas que deveriam ser abordados estão sendo desconsiderados pelos dois concorrentes. Na verdade, a pobreza de conteúdo de ambos, demonstra o que nos espera nos próximos anos.

Até agora os debates se limitam aos ataques pessoais e promessas que todos nós sabemos que as mesmas estão sendo feitas por conta das pesquisas qualitativas. Por isso, o eleitor deve ficar atento, pois muitas “propostas” apresentadas estão bem distantes de toda trajetória política dos candidatos, onde o passado histórico sempre foi completamente antagônico ao que estão defendendo durante a atual campanha.
Basta ter um pouco de conhecimento da história política para se perceber que embora tanto se fale no progresso do Brasil, as turras levantadas pelos candidatos possuem semelhanças com as temáticas medievais.

Infelizmente, o esperado está acontecendo, ou seja, quanto mais perto do dia do pleito, mais ataques pessoais serão feitos por ambos, esquecendo-se, ou melhor, se esquivando em tratar problemas de grande relevância para o País. O descaso para com determinados temas é tão visível, que até o momento os debates não acrescentaram nada em relação ao voto do eleitor. Que nos diga o baixo índice de audiência dos meios de comunicação.
Se alguns eleitores estão esperando algo de novo e exequível nas propostas dos candidatos, é bom se preparar com a perspectiva de que nada de proveitoso ocorrerá.

Mais uma vez, se perde a oportunidade de se discutir temas que possam realmente contribuir para com o melhoramento da população, já que estamos vivendo um novo momento na história política do País. Daí, o dever dos presidenciáveis em se debruçarem com temas prioritários ao desenvolvimento do Brasil, deixando projetos pessoais de lado e pensar na responsabilidade do cargo em disputa.




por Hely Ferreira,

Cientista Po­lí­ti­co.