Quando paramos para observar nas lojas de eletrodomésticos, o quanto são modernas a novas TV’s de Plasma, LCD, LED, e outras siglas que surgem constantemente para nos confundir e deixar a sensação que não só nossos equipamentos, mas nós estamos obsoletos…. Podemos chegar à conclusão que se para nós, tudo isso ainda parece espantoso, para a geração tecnológica que há de surgir nos dias atuais estes recursos já será um bem comum.
O próprio PC, Laptop, Notebook, Netbook, como queira, já não é mais uma novidade tecnológica de acesso a poucos como acontecia há anos atrás. Ficamos imaginando o que será da geração Twitter, Orkut, Facebook que fazemos parte… Apesar disto, há uma importante observação a ser feita: Em meio, a esta movimentação tecnológica, impressionantemente a Manifestação Cultural sobrevive.
O simbolismo que há por trás das manifestações culturais faz com que se perceba, que para acumular saberes, experiências, é preciso que a cultura seja mantida para as gerações posteriores. É por isso que desde a antiguidade, o homem, procurou registrar seus comportamentos numa pedra ou num pedaço de papel. E até hoje, mantemos nossa tradicional maneira de vestir-se, de emocionar-se, de andar.
O simbolismo que há por trás das manifestações culturais faz com que se perceba, que para acumular saberes, experiências, é preciso que a cultura seja mantida para as gerações posteriores. É por isso que desde a antiguidade, o homem, procurou registrar seus comportamentos numa pedra ou num pedaço de papel. E até hoje, mantemos nossa tradicional maneira de vestir-se, de emocionar-se, de andar.
Isto pouco foi elaborado, se partirmos da ótica da evolução tecnológica dos dias atuais. São estes conjuntos de valores e de ideologias mantidos de geração a geração, que nos faz admirar uma apresentação artística de maracatu, uma orquestra de frevo, uma peça teatral.
E diante de tanta diversidade cultural-tecnológica, reconhecemos o quanto nossa cultura ainda é rica, não precisando, inclusive, reproduzir ações padronizadas, apesar da influência da moral e do consumismo vivida em nossa história.
Muitos se perguntam como ainda há público para o cinema, o teatro, para as apresentações artísticas diante da forte influência da cultura de massa, privilegiada por sua divulgação nos meios de comunicação? A explicação é a mesma, a cultura se mantém viva, pelo interesse em manter-se para as próximas gerações.
E ai está o maior papel do poder público, pois é ele quem exerce peso maior na disseminação cultural, basta observar que é a da iniciativa pública a competência da regulamentação dos canais de Tv’s, rádios e outros meios. É papel da iniciativa pública também, reger os conteúdos e disciplinas da educação de um País. Finalmente o poder público não pode manter-se omisso neste processo.
Apesar das mudanças econômicas, nos meios de comunicação e na revolução tecnológica, precisamos entender que as raízes culturais devem ser valorizadas não apenas como fatores históricos importantes, mas sim, como elementos essenciais na construção de valores responsáveis pela formação de nossa identidade.
E isso só será possível se reconhecermos que não somos individualistas solitários, que fazemos parte de um sistema que não só dá audiência aos meios de comunicação, mas elege nossos representantes e que enquanto mantermos servos da cultura fútil, o vazio ainda terá significado.
por Helder Sóstenes,
– Diretor do Jornal Correio do Interior.








