
Inconformados com os efeitos políticos negativos que os colocam como omissos, os Aglailson’s escolheram as motos amarelinhas para sofismar (encobrir a verdade). Fotos: Divulgação
Por Lissandro Nascimento
Desde que Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata pernambucana, vem registrando seqüenciais blitz feitas pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran/PE) especialmente direcionadas às motocicletas para constatar a regularização de documentos e quitação do IPVA, quando para isso, segundo relatos, os policiais motorizados adentram oficinas, estacionamentos e até garagens particulares, sobretudo nas vias públicas mais movimentadas e também nos bairros mais populosos da cidade, tudo isso chega implicando a ação fiscalizatória da BPTran com vastas críticas, a exemplo de denúncias de truculência, abuso de autoridade e retenção abrupta do veículo, aplicando multas e recolhendo motos de forma abusiva, o que vêm agitando as redes sociais e ainda ter provocado um recente protesto com pneus queimados organizado pela comunidade do Bairro Lídia Queiroz, perímetro urbano da cidade. Apesar dos fatos narrados, nenhum cidadão vitoriense fez qualquer reclamação oficial junto aos órgãos públicos competentes e até o momento não houve declaração oficial da BPtran diante da acusação dos supostos abusos. Nem a própria Agência de Trânsito de Vitória (AGTRAN), subordinada a Prefeitura, fez denúncia formal sobre o caso junto aos órgãos superiores.
Inconformados com os efeitos políticos negativos que os colocam como aliados do Governo do Estado e acusados de omissão nas redes sociais diante dos “abusos” da fiscalização das motos amarelinhas, o prefeito de Vitória Aglailson Júnior decidiu ao lado do deputado Aglailson Victor (ambos do PSB), dar um ultimato ao governador Paulo Câmara (PSB). “(…) resolver a questão e tomar medidas para coibir a fiscalização arbitrária na cidade”.
Os Aglailson’s “ameaçam” romper politicamente (!) com o Palácio do Campo das Princesas e se retirar da base aliada do governo na Alepe em declaração dada durante entrevista na Rádio Atual FM na manhã desta terça-feira (28/01).

Victor disse que conversou pessoalmente com o Governador e os secretários da Casa Civil e o da Defesa Social a respeito das denúncias de “truculências” dessas blitz e não obteve resposta. Paulo Câmara chegou a declarar no último dia 10 de janeiro quando inaugurou obra no Distrito de Pirituba que iria averiguar e tratar do problema exposto. O deputado anunciou que “se os abusos das blitz não pararem vou colocar a função de vice-líder do governo na Alepe à disposição”.
O prefeito de Vitória, após três anos de gestão, decidiu levantar o tom de voz e procurar sair bem na fita. Em todos os momentos que teve chances de falar para a população de Vitória, repetiu feito disco arranhado que pegou uma prefeitura falida e culpou unicamente o ex-prefeito em não ter tido condições de fazer mais. Agora, Aglailson Júnior e seu filho se utilizam do episódio da BPTran para testar seu ‘poder de pressão’ por alguma pretensão junto ao Palácio do Campo das Princesas.
Para isso, o prefeito não titubeou em utilizar o caso para também reforçar a falsa briga dos grupos políticos vermelho versus amarelo alimentado há décadas em Vitória, para acusar o deputado Joaquim Lira (PSD) de omisso perante os abusos supostamente cometidos pelos policiais de trânsito. O prefeito elogiou a atuação de Victor e do também deputado Henrique Filho (PL) perante o caso das amarelinhas, e apontou Joaquim de se esconder diante da questão, realimentando, portanto, o embate político de uma polarização doentia e nociva para Vitória de Santo Antão que mais uma vez será contaminada nas eleições 2020.
Sem uma bandeira qualificada para salvar sua tímida gestão na Prefeitura de Vitória, os Aglailson’s buscam pautas para se aproximar das comunidades. E ao que tudo aponta, Victor parece esvaziado politicamente como vice-líder do Governo na Alepe e procura arranjar um ‘motivo nobre’ para sair à francesa.
Esse ensaio político é um teatro que norteia espuma! Duvido que eles saiam do PSB.







