
A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou na manhã desta quinta-feira (23.04), a 30ª Operação de Repressão Qualificada do ano denominada “MOROJÓ”, vinculada à Diretoria Integrada Especializada – DIRESP, sob a presidência dos Delegados Vanessa Bastos e Paulo Vitor Rodrigues, respectivamente Titular e Adjunto da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção – 2ª DECCOR, unidade integrante do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado – DRACCO.
A investigação foi iniciada em fevereiro de 2025, com o objetivo de identificar e desarticular Organização Criminosa voltada à prática de Peculato — quando um servidor público se aproveita do cargo para benefício próprio — e fraude em processo de Licitação.
Logo cedo foram cumpridos 19 (dezenove) Mandados de Busca e Apreensão Domiciliar e Ordem Judicial de Bloqueio de Ativos Financeiros, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), nos municípios de Buenos Aires, Chã de Alegria, Igarassu, Timbaúba, Paulista, Cupira, Vitória de Santo Antão, Recife, Olinda e João Pessoa/PB.
O nome da operação faz referência ao riacho Morojó, que corta o município de Buenos Aires, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, uma das localidades onde foram cumpridas as ordens judiciais.
Durante a operação foram mobilizados 120 Policiais Civis, entre Delegados, Agentes e Escrivães, contando ainda com o apoio operacional do Corpo de Bombeiros Militar – CBMPE, e da Polícia Civil do Estado da Paraíba.

Delegado Paulo Vitor, Adjunto 2º DECCOR; Delegado Ivaldo Pereira, Gestor DIRESP; Delegado Diego Pinheiro, Gestor DRACCO, Delegada Vanessa Bastos, Titular 2º DECCOR. 📸VITOR DUTRA/ASCOM-PCPE.
BUENOS AIRES
Trata-se de investigação acerca de possíveis irregularidades na administração pública do Município de Buenos Aires, na Mata Norte, iniciada a partir de auditoria realizada pelo TCE-PE. A Operação Morojó teve como alvo 19 pessoas, entre servidores, ex-funcionários e políticos, suspeitos de participação em desvios que somam pelo menos R$ 1,5 milhão, no período entre 2021 e 2024.
Segundo a Polícia Civil, a partir das informações oriundas dessa auditoria, corroboradas por elementos outros, a exemplo de depoimentos testemunhais e dados de Inteligência Financeira do COAF, indicaram a possível ocorrência de acúmulo indevido de cargos, pagamentos a servidores fantasmas, locações simuladas de imóveis e veículos, contratações direcionadas envolvendo empresas de fachada ou vinculadas a agentes públicos, além de indícios de desvio de recursos dos Fundos Municipais de Saúde e de Educação e de movimentações financeiras atípicas, com características compatíveis com lavagem de dinheiro.
De acordo com o Delegado Paulo Victor Rodrigues, responsável pelo caso, a apuração identificou a existência de dois núcleos distintos, um administrativo e outro empresarial, que operavam de forma articulada.







