Por Elias Martins
Uma ideia plantada a forcepes pelo então prefeito da Vitória de Santo Antão José Aglailson (PSB), em 2002, com recursos utilizados indevidamente da conta do FUNDEB, para a compra de 09 ônibus, que inegavelmente contribuiu com a evolução de muitos vitorienses. Cabia punição pelo utilização indevida de recursos, mas o Ministério Público só aplicou um TAC – Termo de Ajuste de Conduta.
Esse assunto já foi e continua sendo uma rinha de debates, os mais acalorados, em especial pelos verdadeiros usuários do sistema.
Muitas distorções existem ainda hoje, apesar de atitudes mais justas tomadas pela atual administração em anos não eleitoreiros, onde só aí é que vê o tamanho do custo desse sistema da forma como é administrado.
Aos nove ônibus adquiridos por José Aglailson, foram adicionados mais dois (alguns dizem 4) em 2012 pelo atual prefeito de Vitória Elias Lira (PSD). O problema está no sucateamento da frota, quanto mais velha, mais cara sua manutenção, e manutenção nunca foi o forte do Governo Aglailson, e na mesma linha segue o de Elias Lira. Se partirmos da premissa de que são necessárias reposições no mínimo a cada 03 anos, poderia se ter feito uma programação ao longo dos últimos doze anos, onde hoje o ônibus mais velho teria seis anos de uso.
Temos aí um problema que praticamente pouco se discute: SEGURANÇA! Quantas histórias de rodas quebrando, batidas, quebraduras nos percursos seja de ida ou de volta, sobretudo na rodovia BR 232.
Outro e maior problema está no perfil dos usuários. Tirando os legítimos Universitários (sem condições de arcar com os custos de transporte), temos: Trabalhadores da metropolitana, Alunos de Ensino Fundamental, Médio e Superior, pagos (cursos disponíveis em nossa cidade) que estudam em escolas da Elite na Capital, Universitários cujos pais pagam com recursos próprios mensalidades pomposas pela educação de seus filhos. Trabalhadores que usam o sistema são prejuízos em dobro para o Município (perda de ICMS + custo transporte); Do Ensino Fundamental, Médio e Superior, pagos (cursos disponíveis em nossa cidade) estão desestimulando maiores investimentos dos empresários do ramo.
Em 2014, diante de uma projeção inicial de R$ 770.000,00, foram gastos R$ 804.983,38 com Ensino Superior (leia-se Ônibus Universitário). Para esse ano estão projetados R$ 777.450,00 dos quais, R$ 657.000,00 para combustível e R$ 120.450,00 para manutenção. Cadê o custo de Motoristas? Estima-se R$ 370 mil ano.
São hoje algo em torno de 10 ônibus com capacidade legal de 440 pessoas sentadas. Com um sistema de transporte mais esquisito ainda – os 10 veículos percorrem algo em torno de 800 km diários. Vão pra Recife no início da manhã e voltam vazios para fazer o segundo percurso as 11h30, voltando com o pessoal da manhã, vão com pessoal da noite, voltando com o pessoal da tarde, fazendo a ultima viagem do dia, seguindo vazio para Recife e voltando com os estudantes da noite.
Quatro viagens diárias representariam algo em torno de 1.300 alunos dia. Pelas lotações estima-se algo em torno de 2.000. A pergunta é: Temos esse volume de universitários carentes na cidade? Os Grupo Escolar Aglaires, CAIC e Escola Rotary representaram 1.954 alunos nos dois turnos em 2014.
Por fim, é necessário pedir algo em troca aos Universitários, que compense parte dos gastos do Poder Público com todo este volume de recursos para encaminhá-los ao mundo profissional. Por enquanto, só presenciamos cobranças por parte dos estudantes.
É interessante lembrar que essas atitudes de apoio são discricionárias ao Poder Público – Livre de Condições, a ele cabe decidir fazer ou não, pois o recursos utilizados são Próprios do Tesouro Municipal – Não existe nenhum recurso Federal ou Estadual atrelado à este Programa.
Querem transformar isso em Lei – Acho improvável.
Acredito em outra solução, com compromisso de ambas as partes.

Por Elias Martins, colunista do Blog.







