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Paudalho

OAB-PE acompanha mais um caso de prisão por exercício ilegal da profissão em Paudalho

  • Marcio Souza
OAB-PE acompanha mais um caso de prisão por exercício ilegal da profissão em Paudalho

Folha PE

ViaturaUm dia após a prisão de uma mulher suspeita de estelionato, por se passar por advogada, no município de Paudalho, na Zona da Mata Norte, a Comissão de Combate ao Exercício Ilegal da Profissão (CEI) da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), acompanhou mais um a prisão em flagrante delito, nesta quarta-feira (3), na delegacia do Cabo de Santo Agostinho. Na ocasião, Davina Maria de Albuquerque foi presa após assinar o livro de presença da OAB, na Justiça do Trabalho do município.

Segundo a CEI, Davina usava o número da OAB de uma advogada que fez a denúncia na comissão, o que foi suficiente para se iniciar uma investigação, que terminou com a prisão em flagrante da mulher. Ainda de acordo com a OAB, Davina também é suspeita de participar de audiências no mesmo fórum do trabalho, usando o número de outra advogada. Depois de prestar depoimento, ela foi liberada sob fiança, mas deve responder na justiça por falsa identidade e crime contra a fé pública.

Além de rechaçar publicamente a atitude de Davina Maria de Albuquerque, que se fez passar por advogada, o presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves, alerta que casos como estes devem ser denunciados diretamente à Ordem. Para ele, a OAB tem o compromisso de combater esta prática criminosa, que segundo ele, afeta a profissão e a instituição, refletindo diretamente na sociedade.

Estelionato – Os integrantes da Comissão de Combate ao Exercício Ilegal da Profissão também devem acompanhar a investigação que apura a conduta de Mirella Medeiros, apontada em inquéritos policiais por estelionatário, no caso ocorrido na última terça, na Mata Norte. Ela é suspeita de ter se apresentado como advogada para trabalhadores rurais de Paudalho, prometendo resolver questões relacionadas a imóveis e a concessão de bens.

Em cumprimento a um mandato judicial, expedido pela juíza Maria Betânia Rocha, a suspeita foi encaminhada para a Colônia Penal Feminina do Recife, onde deve aguardar o julgamento. Apesar da OAB-PE não ter sido acionada diretamente, o presidente recomendou à CEI, o acompanhamento do caso.