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“O saruê vitoriense!”, por Elias Martins

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“O saruê vitoriense!”, por Elias Martins
NOVELA GLOBAL: Saruê -  Este foi o apelido escolhido para os integrantes masculinos da família Sá Ribeiro. Depois do próprio pai, Jacinto (Tarcísio Meira), Afrânio (Antonio Fagundes) passou a ser conhecido também por tal nome, na região de Grotas do São Francisco. Foto: Divulgação

NOVELA GLOBAL: Saruê – Este foi o apelido escolhido para os integrantes masculinos da família Sá Ribeiro. Depois do próprio pai, Jacinto (Tarcísio Meira), Afrânio (Antonio Fagundes) passou a ser conhecido também por tal nome, na região de Grotas do São Francisco. Foto: Divulgação

 

Por Elias Martins

Não existe momento mais propício a se comparar a situação da Vitória de Santo Antão com a trama da novela das 9 da telinha “plin plin”.

Em 2008, tínhamos uma situação idêntica, quando os ‘Vermelhos’ tentavam manter o Grupo Queiralvares a frente da administração de nossa cidade.

Essa situação parece muito distante de mudar.

Ao mesmo tempo em que o eleitorado vitoriense cresceu 28,50% entre 2000 e 2012, o Grupo Saruê cresceu 121,35% em eleitores adeptos, enquanto os Queralvares cresceram 84,13%.

Cidade de duas Mega Empresas como a BR Foods e MONDELEZ; de nossa tradicional referência PITÚ; e de um parque industrial e logístico em plena expansão que fez dobrar nossa participação na distribuição do ICMS do Estado de Pernambuco, vive um momento político, para mim, extremamente incômodo.

A mini e escrota reforma política nacional que não mudou muita coisa, ou quase nada, somada a alienação de milhares de vitorienses que tomam o Sr. Elias Lira (PSD), atual prefeito de Vitória, um Rei Midas. Colocam-se a espera do pronunciamento (Decreto) do Todo Poderoso Coronel Saruê, que definirá o seu suposto sucessor.

Parece que temos uma sociedade extremamente despolitizada, adepta da velha máxima “NÃO É COMIGO” ou no “É DANDO QUE SE RECEBE”.

Enquanto isso, endeusa-se um Prefeito que é extremamente irresponsável no item de cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pois só no índice de Gastos com Pessoal já ultrapassou o índice de 54% – 16 em 22 semestres, dos quais 05 foram multados pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE.

Com uma Câmara de Vereadores independente que é, um TCE e Ministério Público atuantes e um Tribunal de Justiça célere, o atual não estaria prefeito há muito tempo, bem antes da atual reeleição.

Têm sido mantidos em média 2.856 Cargos Comissionados e Contratados ao longo dos últimos 03 anos, há um custo desnecessariamente estúpido, enquanto o Município é dotado de 1.783 servidores efetivos, e uma previdência própria falida por falta de atitude preventiva na busca do equilíbrio financeiro, cujos efeitos já se sentem nos constantes atrasos, diante de um custo mensal que já ultrapassa R$ 2,5 milhões.

Temos um Sistema de Saúde doente, que só nos últimos 40 meses desembolsaram R$ 168 milhões dos R$ 650 milhões arrecadados.  Investe-se só em fachada.  Marca dos governos Elias Lira.

A Educação não fica atrás.  R$ 214 milhões gastos nos últimos 40 meses, com avaliação geral que deixa a desejar os R$ 315 gastos por aluno/mês em 2015.  Enquanto a estrutura continua extremamente sucateada. Frota nova de ônibus escolar sucateada também, uma verdadeira cachoeira de desperdício do erário público.

Somem-se a isto, graves problemas de infraestrutura: Pavimentação de péssima qualidade, Manutenção da Iluminação Pública sem rumo, Abastecimento e Saneamento sem utilização da devida autoridade discricionária ao Poder Público Municipal, Falta de Investimentos em Lazer (acha-se que gastos superfaturados em praças são suficientes), Ausência de Planejamento à Curto, Médio e Longo Prazo, Falta de Políticas Públicas Sustentáveis, Manutenção de Irregularidades no pagamento de pequeno grupo de servidores que estão afundando as finanças de Vitória, Excesso de Secretarias, Insegurança total no trânsito dos habitantes, muita coisa pra se ajustar.

E qual será o destino de nossos próximos quatro anos?

Parece que é o SARUÊ de 77 anos que continuará dando as cartas.

Continuamos a ter um alto nível de cegueira política.

Infelizmente, um bom candidato tem que ter dinheiro, ser um bom engolidor de sapos, ser subserviente ao SARUÊ, e principalmente que tenha atribuições que nada tenha haver com o cuidado à coisa pública.

Detalhe: Até os próprios idosos acima de 60 anos, que eleitores eram 17.108, caiu para 10.948 após o cadastramento Biométrico.   Na subfunção da Ação Social – Incentivo ao Idoso, após gastos R$ 23,5 milhões nos últimos 40 meses, as aplicações em políticas públicas para os idosos é “0”.

Martins ColunistaNB: Meus comentários são ao gestor municipal.

 

 

Por Elias Martins, colunista do Blog.