A universalização do acesso a bens e serviços e a incorporação de milhões de brasileiros ao sistema produtivo demandam o fortalecimento do Estado nacional como coordenador e indutor do desenvolvimento. (SIQUEIRA, Luciano – atual Vice Prefeito da Cidade do Recife. A Reforma Urbana. Revista Princípios, P.23, São Paulo, 2008.)
Diante da nova fase político-econômica vivida pela nação brasileira nos últimos anos, de investimentos na infra-estrutura nacional (requalificação e/ou construção de portos, aeroportos, estradas, usinas hidrelétricas, os biocombustivéis, além do incentivo a instalação de novos negócios, dentre outros), fruto de uma política acertada, que busca “preparar” o território brasileiro para dar um salto de crescimento, gerando emprego e renda, dando sustentabilidade e condições melhores para a população do campo e da cidade se desenvolver.
Pensando dessa maneira, torna-se necessário fortalecer os instrumentos e/ou canais responsáveis, como também, debater de forma intensa com toda a sociedade maneiras que possam garantir que os centros urbanos se desenvolvam de forma organizada, permitindo que haja um crescimento prolongado, preservando a qualidade de vida das pessoas e o bom “trânsito” de seus produtos e/ou serviços no mercado de forma geral.
“É do sonho dos homens que a Cidade se inventa. Carlos Pena Filho, poeta Pernambucano.”
Outrossim, julga-se salientar acerca desse desenvolvimento de nossas cidades, é o cuidado que vem se tendo com a preservação de nosso patrimônio histórico e artístico, exemplo disso, foi a iniciativa do Governo Brasileiro em tornar Olinda, a 1ª Capital da Cultura de nosso País. Olinda que possui um grande e infinito acervo artístico e histórico, patrimônio de toda a humanidade. Por compreender que não teremos “futuro”, se não deixamos para nossas gerações a história viva de nossa nação. De forma que o desenvolvimento não apenas se paute pela instalação de indústrias e demais mecanismos, como também, através do turismo, que também gera fonte de renda e geração de emprego, e Olinda é um exemplo real disso.
“Olinda (…) busca integrar a Cidade ao Brasil e ao mundo, sem perder suas referências e sua identidade que são exatamente a história de seu povo, a sua cultura, o seu jeito de ser”. (SANTOS, Luciana – atual Prefeita da Cidade da Olinda. Oito anos na história de Olinda. Revista Princípios, p. 42, São Paulo, 2008.)
Porém, ainda temos exemplos de cidades que infelizmente ainda não se sintonizaram nesse novo ritmo de administração e de visão político-administrativa. Por exemplo, o nosso Município, a terra de Mariana Amália, centro de grandes batalhas (a exemplo da Batalha das Tabocas), e dona de um grande acervo histórico e artístico (Instituto Histórico, as Igrejas da Matriz e do Rosário, a sede da Academia Vitoriense de Letras, o Matadouro Municipal, o Mercado de Farinha e/ou Cereais, o Monte das Tabocas, dentre outros.), que precisam ser revitalizados continuamente.
Vitória de Sto. Antão necessita de infra-estrutrutura para se desenvolver, isso não é crítica a uma gestão, outrossim, a um trabalho que nunca foi realizado em nossa Município. Precisamos nos comprometer com a requalificação e construção de estradas e ruas, com o saneamento e a construção de casas para a população residente as margens do Rio Ipapacurá, precisamos de um plano ambiental e de uma gestão pública descentralizada, que conclame a sociedade a participar e opinar acerca dos rumos e desafios (através dos Conselhos Municipais) que o Município tende a enfrentar, pois esse tipo de política já é vivenciada em muitas outras realidades (a exemplo do Recife, Gravatá, Olinda, Camaragibe, Petrolina etc.).
Temos um Histórico Mercado Público (1913) no Centro de nossa cidade, que hoje se encontra quase que abandonado, cercado de Barracas e de comerciantes, que ali se instalaram, onde aqui não se tem um órgão público municipal que possa gerenciar e cuidar de nosso patrimônio. Pois, a legislação nos diz que prédios nessa faixa de idade (centenários), deverão ser tombados e tidos nos registros de patrimônio material de nossa nação. E não é isso que hoje vivenciamos.
Presenciamos um certo descaso das entidades ou organismos responsáveis com o nosso patrimônio. Acredito que a “nossa história não se resume ao que presenciarmos no agora, mas, pelo que fazemos para preservar o ontem, para que no amanhã possamos ter a lembrança de onde viemos e o que somos”.
O Mercado Público poderia ser restaurado e tido como um espaço para a cultura (cinema), arte (teatro), a busca de emprego (Agência do Trabalhador), acervo histórico (museu da cultura vitoriense) ou qualquer outra coisa que possa fomentar o desenvolvimento municipal sem necessariamente “destruir” a nossa história e nossos bens. Enquanto o centro urbano da nossa cidade, creio quer se necessita debater com a sociedade de forma geral o Plano Diretor e a utilização dos recursos públicos, para que a municipalidade venha a dar saltos importantes no desenvolvimento urbano, de forma contínua e acelerada, com a devida participação popular.
Veja ainda, matérias relacionadas ao tema:
Link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_de_Santo_Ant%C3%A3o

Por Anderson Diego
Estudante de Marketing da FACOL, Tesoureiro Geral da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) e Membro da Direção Estadual da UJS – Pernambuco.