Nascido em 10 de julho de 1509, na cidade francesa de Noyon, Jean Calvino, se vivo estivesse, no ano passado teria completado 500 anos. Desde cedo, o genitor, que foi secretário do Bispo e Procurador da Catedral, e a mãe, falecida quando ele ainda era jovem, criaram o menino com formação cristã. Conta-se que sua genitora costumava levá-lo para peregrinações religiosas, com o afã de reverenciar as relíquias e orar a Deus e aos santos.
Costuma-se atribuir a Calvino determinadas ideias que sequer se fazem presentes nos seus escritos (que não são poucos). Essa conduta da crítica talvez decorra de uma má interpretação do pensamento weberiano, ou, diga-se de uma vez, resulte do pleno desconhecimento das suas obras. Basta recordar que, na área política, ele criou o primeiro governo representativo do mundo moderno, exercendo influência até os dias atuais.
A partir do ano de 1531, viveu Calvino no Collège Fortet em Paris, recebendo influência dos chamados Mestres Reais, ou seja, humanistas de acentuada erudição.
Em 1532, foi publicado o seu livro De Clementia, obra que é um pedido para que os detentores do poder governamental fossem misericordiosos.
Infelizmente, muitos dos que costumam se autodefinir como calvinistas estão bem distantes daquilo proposto e defendido de forma tenaz pelo governador de Genebra.
Acreditam que o calvinismo se resume aos chamados cinco pontos, algo sequer criado por ele, mas sistematizado pelos seus seguidores para combater as ideias do arminianismo. Basta observar a liturgia de muitas igrejas hoje no Brasil para percebermos a falta de coerência com a doutrina de que se dizem seguidores.
Acreditam que o calvinismo se resume aos chamados cinco pontos, algo sequer criado por ele, mas sistematizado pelos seus seguidores para combater as ideias do arminianismo. Basta observar a liturgia de muitas igrejas hoje no Brasil para percebermos a falta de coerência com a doutrina de que se dizem seguidores.
A liturgia de muitas delas, deste modo, têm legado de tudo no mundo, menos do Calvinismo. Por isso, não nos espantaria se Jean Calvino ainda estivesse vivo e resolvesse visitar o Brasil.
Aqui estando, certamente diria o seguinte, ao se deparar com os que se proclamam, de boca cheia, seus seguidores: não foi isso que eu ensinei…








