Agora é que são elas
por Ana Lúcia Andrade, da Coluna Pinga Fogo do JC.
Foi um trabalho árduo até o Supremo Tribunal Federal finalmente decretar a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. Mas reconhecida pelo STF, aprovada pelo Congresso Nacional, referendada pela vontade popular, o que será a Lei da Ficha Limpa na prática a partir de agora?
Passará no teste de realidade das urnas municipais de outubro? Vai imperar como critério de formação dos governos estaduais, como anunciam alguns governadores, e na composição do quadro das câmaras municipais, como se antecipa a Câmara de São Paulo?
E os partidos políticos como vão se comportar? Serão rigorosos em suas filiações e principalmente no encaminhamento de candidaturas? O eleitor está ciente de que precisa praticar o voto limpo e fazer sua parte na consolidação da Lei da Ficha Limpa? E a Justiça Eleitoral, pronta para fiscalizar e fazer valer a lei com a agilidade que se exige?
Tudo ainda é desconhecido. Um longo caminho ao teste de realidade de uma lei que poderia até ser dispensada, dado o fato de a lei máxima do País, a Constituição, já prever o rigor no cumprimento da probidade, legalidade e impessoalidade no trato da coisa pública. Mas vá lá. Vamos ao muito que ainda tem de ser feito pela Lei da Ficha Limpa. Na eleição e na continuidade dos mandatos conquistados. Na nomeação e conduta das funções indicadas. Agora é que são elas.







