por Hely Ferreira
Recentemente, os meios de comunicação deram bastante ênfase ao projeto chamado de “Lei da Palmada”, onde a ex-apresentadora e ex modelo Xuxa Meneguel compareceu a sessão dando apoio aos “baixinhos”. Para surpresa dos presentes ao recinto, um dos deputados da bancada pernambucana, o parlamentar pastor Eurico, filiado ao PSB e membro da Assembleia de Deus protagonizou uma cena inusitada, ao afirmar que Xuxa causou dano às crianças ao contracenar em um filme erótico com um adolescente.
Fruto do pandemônio causado, o deputado socialista foi afastado pelo seu partido da comissão que discute a “Lei da palmada”. Ora, o parlamentar está equivocado em relação ao comentário que fez? Xuxa é realmente alguém em quem as crianças devam se espelhar? Ou será que estamos vivendo em uma sociedade, onde reivindicar valores tornou-se algo banal?
Em ano eleitoral tudo é possível, e o antagonismo faz parte constantemente da agenda partidária, pois não faz muito tempo que o pré-candidato à presidência da República do partido ao qual o deputado é filiado, declarou ser contrário ao aborto, mas silenciou em relação à medida adotada em afastar o parlamentar assembleiano da comissão. Parece-nos que durante o pleito, o poder sobrepuja tudo, inclusive o pudor.
Por Hely Ferreira,
Cientista Político.









