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O Professor e sua motivação

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A paixão por aquilo que fazemos é um dos ingredientes para que tenhamos um bom desempenho.

Desde os sofistas que as questões educacionais passaram por um processo de entendimento e “desenvolvimento” atrelado a questão pecuniária. Aquela visão idealista em relação aos problemas educacionais foi sendo expurgada da vida da grande maioria daqueles que desenvolvem algum trabalho na área pedagógica.

O entendimento que se tinha de que o professor deveria ser respeitado, dia após dia tem sido banido das escolas. A crise familiar tem patrocinando um grupo de alunos que não veem no professor um ser que mereça respeito e admiração. Por outro lado, há professores que não conseguem assumir uma postura de educador, sendo identificados como um parente do aluno. Ora, se há um conceito de família em torno da obra Admirável Mundo Novo, como respeitará o mestre?

Anos atrás observei um adesivo em um automóvel que dizia o seguinte: não me sequestre, sou professor! Está na hora de romper com a postura de coitadinho da sociedade e mostrar que sem a sua participação, certamente teremos um povo sem consciência do seu papel na história.

Alguns professores ao adentrarem na sala de aula, são tentados a assumirem o papel de psicólogo, pois não é pequeno o número de alunos que procuram no professor, respostas às agruras da vida, acreditando até que o mesmo tem solução para tudo, não levando em consideração o dilema que todo ser humano vive.

Ser professor antes de tudo é saber sobrepujar as dificuldades da vida e ser apaixonado por aquilo que faz.

Longe de nós está em querer apresentar uma solução mágica, mas um redirecionamento do papel.

por Hely Ferreira,
*Cientista político.