Em 2006, quando o senhor Eduardo Campos se lançou candidato ao governo de Pernambuco, poucos acreditavam que o jovem político saísse vitorioso. As pesquisas de intenção de voto eram inóspitas ao candidato do PSB, embora sempre revelassem que o ex-ministro do governo Luiz Inácio da Silva era detentor da menor rejeição, demonstrando a possibilidade real de crescimento do seu nome no decorrer da campanha.
Não vem ao caso exumar os motivos que o levaram a sair vitorioso na ocasião, mas o que se quer ressaltar é que só no segundo turno foi que a grande maioria se deu conta de quem seria o vencedor daquele pleito. A posse em 1º de janeiro de 2007 gerou grande expectativa, principalmente as inevitáveis comparações entre ele e o avô, e também comparativamente ao seu antecessor, que fora re-eleito em 2002.
Sendo a política algo dinâmico, em pouco tempo o presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro conquistou notoriedade e aceitação popular, ao ponto de ser re-eleito com uma margem de votos até então jamais atingida no Estado.
Diferentemente do quadro de 2006, o governador iniciou a campanha sempre bem nas pesquisas de intenção de voto e com um palanque muito pesado pela quantidade de pessoas que subiram nele. Resta-nos agora aguardar como será possível contemplar todos os aliados.
Não custa recordar Maquiavel, pois, segundo ele, o príncipe não tem amigos, já que os aliados são eternos insatisfeitos, por crerem que o apoiado só chegou ao patamar que chegou por causa do apoio recebido.
Não custa recordar Maquiavel, pois, segundo ele, o príncipe não tem amigos, já que os aliados são eternos insatisfeitos, por crerem que o apoiado só chegou ao patamar que chegou por causa do apoio recebido.
E palanque muito pesado sempre corre o risco de quebrar.
Cientista Político.








