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O Pensamento Medieval

  • A Voz da Vitória


Hely Ferreira*

O falecimento de Aristóteles patrocinou certo declínio no pensamento filosófico ocidental. Nos séculos I a VII d.C. a chamada filosofia Patrística buscava conciliar a nova religião com o pensamento filosófico grego e dos romanos. Ideias a respeito da criação do mundo, do pecado original, de Deus como Trindade Una, encarnação e morte de Jesus e do Juízo final são temáticas recorrentes da época.

Temas como a problemática da consciência moral e do livre-arbítrio, meio pelo qual o homem se torna responsável pelos seus atos, ganham destaque. As chamadas ideias cristãs são transformadas pelos sacerdotes em verdades reveladas pela Divindade, transmutando-se em dogmas.

Ainda na Idade Média, o pensamento escolástico aprofunda a aproximação entre fé e razão. É justamente o período em que a Igreja Romana domina o Velho Continente, criando escolas e universidades.

A filosofia cristã busca, por intermédio da Teologia, provar a existência de Deus e da alma, priorizando a racionalidade do homem. Para tanto, cria um método pelo qual os argumentos defendidos e refutados encontram robustez na Bíblia e no pensamento dos filósofos gregos e, também, no pensamento de outros padres da Igreja. Faz nascer de forma sistemática a separação entre infinito (Deus) e finito (homem, mundo), entre fé e razão, corpo e alma, e, para os tricotomistas, corpo, alma e espírito.

Assim, o pensamento filosófico medieval viveu o seu momento de apogeu, no qual pensadores como Agostinho e Tomás de Aquino deixaram todo um legado ao pensamento filosófico cristão. Contribuindo simultaneamente, com isto, para o pensamento da Reforma Protestante e para o Catolicismo Romano.


por Hely Ferreira,

Cientista Político.