por Hely Ferreira
Não há nada mais desafiador do que ser professor em uma sociedade onde o conhecimento não é valorizado. No mundo atual há inúmeros desafios que devem ser discutidos de maneira bastante acendrada. A falta de reconhecimento em relação ao profissional da área de educação é algo gritante.
Ser professor é antes de tudo um sacerdócio, tanto é que é sempre visto como alguém que não conseguiu ao longo do tempo adquirir um patrimônio significativo, já que desde os sofistas a remuneração nunca foi encarada como algo abonador.
Por outro lado, os meios de comunicação têm se transformado em um vilão ao educador, pois a formação pragmática tem ecoado como algo significativo, levando a um pseudo entendimento da aprendizagem.
É possível que o maior desafio do educador da chamada era pós-moderna, seja a falta de interesse de grande parte da sociedade em querer aprender. O grande Adorno já alertava em relação ao problema, pois segundo ele, não se pode educar quem já se sente educado. Todavia, a querela para o franckfurtiano encontra amparo na sociedade semi-aculturada, o educador alemão afirmava que melhor seria que a mesma fosse aculturada, só assim haveria lampejos em algumas almas sequiosas de conhecimento.
Costuma-se afirmar que o Brasil é o País do futuro, ora, para que isso realmente seja verdadeiro, precisamos melhorar a qualidade de vida da população, onde a questão educacional deva ser vista como algo primordial. Caso contrário, seremos eternamente vistos como um povo sem formação.

Por Hely Ferreira,
é Cientista político.







