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O celular distante da internet

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Publicado em 21.11.2009

da Coluna JC Negócios
Para um País que alcançou a marca de 168 milhões de celulares registrados em outubro (segundo dados da Anatel), ter apenas 7,8 milhões de aparelhos com acesso a internet não é motivo de comemoração. Na verdade, quer dizer que o acesso a web pelo aparelho móvel ainda é um luxo para poucos.

A explicação para um desempenho tão baixo está nos preços do serviço cobrado pelas operadoras no Brasil. Usar a banda larga no celular é absurdamente caro, de forma que, mesmo adquirindo aparelhos cada vez mais sofisticados, o consumidor não tem poder aquisitivo para comprar um pacote de dados.
O que significa dizer que, no Brasil, celular é absurdamente subutilizado. Ou melhor: serve apenas para falar, tirar fotografias e fazer pequenos vídeos.
Na verdade, o perfil do usuário do celular no Brasil mostra bem isso. Do total de celulares, 82,27% são pré-pagos e os 17,73% restantes pós-pagos. Isso é poder aquisitivo baixo. E reflete o fato de que as companhias de telefone optaram por esse formato, que financeiramente é altamente rentável, mas não agrega serviços.
E o fato de que, para cada grupo de 100 pessoas, 87 terem um celular, embute ainda subnotificação do uso do aparelho seja por perda ou furto ou aquisição de um aparelho novo.
Para se ter uma ideia de como as pessoas consideram que a perda de um celular num assalto tem chance zero dele ser recuperado, está no fato de que, este ano, apenas 7 mil pessoas pediram o bloqueio do aparelho na Anatel. Ou seja, o aparelho virou descartável por roubo ou perda.