Por Hely Ferreira
Cada vez mais as campanhas eleitorais se tornam profissionalizadas. Nem um passo dos candidatos, principalmente aos cargos majoritários, é dado sem que uma pesquisa qualitativa aponte as expectativas do eleitorado. Por outro lado, as pesquisas quantitativas que visam conhecer a intenção do eleitor em votar, ou não, no candidato, sempre causa celeuma em relação aos dados divulgados.
Embora exista a Resolução nº 23.364, de 17 de novembro de 2011, onde o Tribunal Superior Eleitoral apresenta, de uma forma cristalina, regras para sua divulgação, mesmo assim, sempre há candidatos questionando a lisura em relação aos percentuais apresentados. Confesso que nunca vi candidato que aparece liderando as intenções de voto reclamar do resultado. Parece-nos que a crítica só parte de candidato com desempenho sofrível. Na verdade, tal postura assemelha-se ao aluno que não tira a nota máxima na avaliação, sentido-se injustiçado pelo critério de avaliação do professor.
Até o dia da grande festa da democracia, ouviremos e assistiremos lamentações e a tentativa dos candidatos em desqualificar o resultado das pesquisas. Uma das coisas que precisa ser lembrada, é que ela representa a intenção de voto, refletindo a realidade do momento, não significando a impossibilidade de alteração do resultado.

por Hely Ferreira,
Cientista Político.







