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Nova reitora quer ‘integrar e fortalecer' os nove campi do IFPE

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Cláudia Sansil afirma, ainda, que dará continuidade à política do Governo Federal de interiorização profissional e que pretende ampliar a rede de educação à distância


Da Redação do pe360graus.com


Uma instituição responsável pela formação de milhares de jovens em Pernambuco é o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE). Este mês, uma nova reitora foi eleita por meio do voto dos alunos, dos professores e dos servidores. Dos quatro candidatos, a escolhida foi a professora e jornalista Cláudia Sansil (foto).

Segundo ela, os R$ 200 milhões do orçamento anual do Instituto são usados para “integrar e fortalecer” os nove campi do IFPE. “Sempre se fala nessa locomotiva que é Suape, onde empregamos milhares de jovens. Um dos nossos grandes desafios é inserir os nossos três campi de vocação agrícola nessa locomotiva do desenvolvimento do Estado”, afirma a reitora.

O IFPE tem unidades no Recife, em Ipojuca, Barreiros, Vitória de Santo Antão, Caruaru, Garanhuns, Belo Jardim, Pesqueira e Afogados da Ingazeira. São 64 cursos distribuídos de ensino técnico, superior, pós-graduação e Educação de Jovens e Adultos (Proeja). São mais de 12 mil alunos, atendidos por 772 professores.

Ela afirma que vai dar continuidade à política do Governo Federal de interiorização profissional. “O campus de Belo Jardim, por exemplo, tem licenciatura em música, ou seja, podemos conservar a nossa vocação agrícola, mas também observando essas outras potencialidades locais. É preciso discutir isso para que possamos analisar nossos componentes curriculares de acordo com as necessidades do mercado de trabalho”, diz.

Muitos dos cursos do IFPE, segundo ela, foram construídos observando a demanda do mundo produtivo. “A nossa ideia é que possamos fazer uma revisão nos componentes curriculares e que cada vez mais eles se aproximem dessa realidade. À exemplo do campus de Ipojuca, onde nós temos o curso de automação industrial e química industrial”, conta.

De acordo com Cláudia, os cursos precisam ser pensamos seguindo o paradigma da sustentabilidade. “Acreditamos que os nossos cursos de vocação agrícola podem ajudar e muito nessa perspectiva”, diz.

A nova reitora afirma, ainda, que a educação à distância será ampliada: “Esse é o nosso segundo maior campus em termo de número de alunos. São 1.510. Muitas pessoas têm acesso à educação e não precisam se deslocar dos sítios e das regiões mais distantes da cidade. Queremos fazer uma ponte de investimentos nessa área, trabalhando também a extensão à distância, porque são cursos de rápida duração e que podemos inserir o homem do campo no mercado”.