Folha PE

O município de Chã Grande pode ser o único a não receber verbas do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). O imbróglio surgiu após a Câmara de Vereadores reprovar, no mês passado, a instituição da lei que garante o benefício. De acordo com o primeiro secretário, Sandro Correa (PT), o projeto enviado pelo Executivo não tinha o Plano de Trabalho, detalhando onde seriam destinados os recursos capitalizados pelo Fundo de Apoio. “O projeto estava muito vago e em nenhum momento o prefeito ou algum secretário veio nos procurar para prestar maiores esclarecimentos. Não tem nenhuma menção sobre onde seria aplicada a verba (orçada em R$ 840 mil)”, explicou.
Em contrapartida, o prefeito de Chã Grande, Daniel Alves (PP), não tem dúvidas de que a reprovação da lei tem caráter meramente político. “Quem irá sofrer sem o recurso é a população. Há uma manipulação política por parte do ex-prefeito Diogo Alexandre (PR), junto à oposição, pois detém a Mesa Diretora da Casa. Nossa cidade será a única a não receber os recursos do FEM”, disparou. Alves afirmou que enviou três projetos para o Comitê Estadual de Apoio aos Municípios (CEAM). O primeiro trata da construção do muro de arrimo no bairro das Palmeiras, no valor de R$ 270 mil. O segundo projeto é a pavimentação da Rua Nilton Carneiro, orçada em R$ 50 mil.
Mais complexo, o terceiro plano de trabalho é para a urbanização completa do bairro Padre Cícero (com drenagem do canal e pavimentação), custeado em R$ 800 mil. Como os valores destas obras ultrapassam o valor total disponibilizado para a cidade, Daniel Alves garantiu que a Prefeitura arcaria com o complemento da verba. “Quando a matéria foi votada, o resultado deu empate, mas como o presidente da Casa (José Henrique – PR) é da oposição, ele votou contra. Não houve vontade política”, disse o gestor.
O primeiro secretário rebateu as acusações, afirmando que é o próprio prefeito que tenta colocar a população contra os vereadores da oposição. O mal-estar e a falta de diálogo entre os poderes, segundo Sandro, começou desde que Alves tentou emplacar um vereador da situação para a Mesa Diretora. O parlamentar ainda afirmou que o projeto de lei só poderá entrar em pauta novamente na próxima legislatura.







